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terça-feira, 6 de maio de 2014

Escolhendo a universidade

Oi, todo mundo!

Em primeiro lugar, vocês notaram a barra de endereço do navegador? Vocês notaram que é naterradebeth.COM? Sim, estamos mais finos do que nunca. Somos um site! Aêeeee! Estou adorando essa ryqueza.

Mas vamos ao tema. É uma das coisas mais difíceis de todo o processo. É a parte em que as decisões parecem impossíveis de serem tomadas, porque são tantos fatores a considerar que os cabelos caem e a gente sai pesquisando na internet tudo quanto é guia universitário. Que faculdades colocar na sua lista de opções? E como organizar as prioridades? Já recebi essa pergunta algumas vezes no ask.fm...


Não tenho mesmo uma fórmula pra isso, mas tenho a minha experiência - que foi mega feliz. Não me arrependo nem um pouco da universidade que escolhi. E aí vão as coisas que eu levei em consideração:

***

Definir o curso

Como eu já disse um catupilhão de vezes, eu estudo Rádio e TV na UFRN. Mas meu sonho era estudar Cinema. Eu sabia que seria mais fácil entrar em cursos como Media Studies, Media Production e coisas mais relacionadas a Comunicação Social. Porém, se essa era a oportunidade da minha vida para estudar Cinema, eu não ia deixar de me inscrever por medo.
Uma coisa que notei no Reino Unido é que as Universidades muitas vezes oferecem cursos de graduação bem mais específicos dentro de uma área. Para o curso de Arquitetura, por exemplo, algumas das opções possíveis são Architectural Technology, Interior Architecture, Landscape Architecture, Urban Planning. Lembro de uma vez ter visto um curso chamado algo do tipo Psicologia Aplicada a Video Games. Oi? Segmentação nível hard, né?

Então por mais sacal que isso possa parecer, você vai precisar olhar currículos, ementas, etc e tal pra descobrir se qual curso te oferece o que você quer. Considere também a relação teoria x prática. Dificilmente você vai conseguir uma universidade perfeita, mas com certeza alguma, mesmo com as limitações, vai conquistar seu coração.


Comparar Curso x Localidade

Imagine que você quer estudar Moda. E que você quer ir pra Itália. Você também gosta de vinho, paisagens maravilhosas e coisas rústicas. Mas me fala uma coisa: pra estudar Moda, é melhor ir para os campos verdejantes da Toscana ou para Milão?

Esse tipo de relação pode não fazer sentido pra todo mundo, mas se você valoriza a prática, não deixe de considerar isso. Como estudante de Cinema, eu não iria pra nenhuma outra cidade a não ser Londres. E quando estava lá vi que tinha razão na minha escolha. Tive acesso a facilidades e eventos que em outros lugares eu não teria.

Nesse meio, tem uma pergunta importante a se fazer, e que deve ser respondida com honestidade pra você mesmo: o que você quer mais que tudo? Estudar determinado tema ou morar em determinado lugar? Não é errado querer aproveitar o intercâmbio para dar ênfase a uma vivência que você espera ter no nível pessoal, por exemplo. Contanto que você esteja fazendo sua parte nos estudos, isso realmente não é um problema. Se você ama os campos verdejantes da Toscana mais do que tudo - mais do que estudar Moda - dá um chute no bumbum de Milão e vai com tudo viver uma Passione bancada pela Dilma por lá. Mas não conta pra minha mãe que eu falei "bumbum".


Curso x Universidade

Você escolheu o curso, sabe em que cidade quer ficar. E quando tem mais de uma opção de universidade? É aí que entram os guias e as visitas incontáveis aos sites das instituições. Páginas como o Complete University Guide classificam as universidades em rankings, os quais levam em conta também a percepção dos alunos que estudam ou se formaram lá.
Considere também as ementas dos cursos descritas nas páginas das universidade, e procure saber das instalações: como é a biblioteca? E a acomodação? O campus é legal? Bem localizado? Te oferece o que você precisa?

***


Sempre tem mais coisa, gente, mas acho que levar isso em conta é um bom começo. Eu lembro que, quando encontrei universidades que tinham o curso que eu queria, fiz uma tabela lindíssima no word, mais ou menos assim:


Aliás, essa aí foi a minha ordem de escolha mesmo ;)

Gente, espero ter ajudado. É uma decisão chatinha, mas importantíssima. O seu nível de satisfação com a universidade e o curso vai interferir muitíssimo no aproveitamento do seu intercâmbio. Então dedique tempo mesmo procurando as melhores alternativas e vai com tudo!

Falar disso deu uma saudade monstruosa da minha Roey linda...


Primeiro dia visitando a universidade

É isso, gente. Um beijo pra vocês e até a próxima \o/

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O número da perfeição

Oi, amiguinhos!

Olhaê, vídeo 7 finalmente saindo! Eu sei que já é quase Setembro, mas esse ainda é de Julho :D E esse mês to falando um pouco sobre as minhas impressões sobre a universidade onde estudo, já que muita gente tem perguntado sobre isso. Espero que vocês gostem!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fora do Ar

Oi, todos!

Primeiro de tudo: Super, super, SUPER parabéns ao pessoal que já recebeu oferta das universidades pra próxima leva do Ciência sem Fronteiras. Nós vamos dominar o mundo, genteeeee! E quem ainda não recebeu, aguenta aí que dá tempo! To torcendo...

Bom, hoje eu vim mais pra dar satisfação mesmo :) Ainda não tive tempo de responder os comentarios do post anterior e do video no Youtube. Mas muito obrigada, fico feliz que vocês tenham gostado, e em breve respondo tudinho :) Além disso, eu estou - e vou permanecer - temporariamente fora do ar. Pelo menos até domingo, é bem improvável que eu volte por aqui!

Ja falei com vocês sobre minha dificuldade em fazer atividades com antecedência. Pois é, o resultado é que tenho três artigos e um vídeo para terminar até sábado à noite! Estou arrancando meus cabelos, roendo as unhas e tudo mais que se possa fazer. E estudando, é claro. MUITO!

Tenho ido pra universidade todos os dias. Sinto que rendo melhor lá do que em casa. Fora isso, estar na biblioteca significa ter acesso a todos os recursos que eu preciso para concluir as tarefas. Ontem, por exemplo, tava precisando de mais leitura pra rechear um dos meus artigos. Voltei das pratileiras com nada menos que isso...


Coisa que em casa nao da pra ter, né? Em compensação, tenho precisado gastar mais dinheiro do que geralmente gasto durante a semana. Tudo bem que os lanches aqui na universidade têm preços bem justos, mas ainda assim pesa passar o dia aqui.  Fora que nao é nada saudável... Meu almoço tem sido esse aí, ó:


Nesse período de recesso, a universidade funciona 24 horas por dia. Isso porque muitos dos trabalhos do semestre precisam ser entregues logo na primeira semana depois da volta às aulas (quarta semana de abril). Sai de lá pouco depois das 19h hoje, fui para uma reunião, e agora vou terminar a edição de um vídeo. Como lá não tinha o programa do qual preciso, acabei vindo pra casa pra fazer um madrugadão aqui mesmo. Mas pelo andar da carruagem, devo ter que encarar pelo menos uma virada na biblioteca. Será que se eu dormir sobre os livros eu acordo bem nerd? :D Haja Red Bull!

Boa sorte pra mim e boa noite pra voces :)
Beijos!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Pela madrugada

Oi, gente!

Nossa, tive que passar um tempo tirando as teias de aranha do blog antes de conseguir postar :P Desculpem a ausência... Além de minha irmã ter passado o fim de semana inteiro aqui, segunda e terça foram dias meio intensos demais pra postar!

Tinha que apresentar um trabalho na terça de manhã, mas vocês já me conhecem, meus caros: eu tenho o QI da Xuxa (que hoje completa 50 anos, com corpinho de 500!) durante o dia, mas posso baixar o Einstein se for preciso à noite. E com essa desculpa somada à vinda da minha irmã, é claro que eu deixei tudo pro dia anterior. Quer dizer, pro MESMO dia!

É isso mesmo, eu não dormi. Fiz meu trabalho entre 00:00 e 07 da manhã da terça feira. Tomei um banho e me arrumei, tomei café da manhã e fui direto para a faculdade. A apresentação estava marcada para as 11h, e eu cheguei lá por volta das 9:30 pra dar mais uma lida nas coisas. Um agradecimento especial a essa caneca cheia de Nescafé, que me permitiu não piscar o olho até concluir tudo:


Cheguei em casa por volta das 14:30, com um olho aberto e outro fechado. Se me perguntassem quanto era 2+2, acho que eu responderia algo bem coerente, como "pato". Depois de devorar um Big Mac que eu peguei no caminho pra casa (eu precisava de uma recompensa!!!), caí na cama. Acordei às 21:30 sem saber onde estava, qual era meu nome, em que ano estávamos. Mas de uma coisa eu lembrava: tinha camarão na geladeira! Fui recobrando a consciência lentamente, enquanto cozinhava. E não é que saiu coisa boa? Aí vai meu estrogonofe de camarão \o/


Arrasei, né? Casava comigo mesma depois dessa...

Ah! Aproveitando o ensejo dos estudos, vou falar um pouquinho também de como funciona o calendário acadêmico aqui em Londres. E antes de tudo, o primeiro comentário é que ele é muito, muito louco. Vou escrever com base no modelo da minha universidade, que é o mesmo da maioria das universidades aqui. Acreditem ou não, eu já estou de férias. E nós estamos em março! Como assim??? Eu explico...

Aqui, as aulas começam em janeiro. No caso da minha universidade, foi logo na primeira semana. Dia 7 já estávamos "na labuta". Durante esse primeiro período, eu tive cerca de dois trabalhos por disciplina pra entregar - três artigos e duas apresentações orais. Na sexta, dia 29 de março, o período encerra oficialmente para o Easter Break (recesso de Páscoa), que dura - pasmem - um mês!

As atividades recomeçam no dia 21 de abril, e é quando os alunos voltam pra se preparar para as avaliações, que acontecem em junho. O detalhe é que, nesse período, eles não têm aulas. Apenas o que se chama de "tutoring", que são plantões que os professores dão pra tirar dúvidas e essas coisas. As provas passam, e termina tudo de novo. Férias de Verão. As aulas recomeçam entre o final de setembro e início de outubro e vão até dezembro, quando tem mais um intervalo para as festas de fim de ano.

Isso pode parecer bem estranho pra nós, brasileiros, que temos férias longas entre dezembro e fevereiro. Mas aqui, esse período é maior no meio do ano porque é a época do verão. E ninguém quer perder nenhuma pontinha de sol nesta terra tão fria, né? Super compreensível... Isso significa que o ano letivo começa de fato em setembro, e em janeiro se inicia o segundo semestre.

Até aí tudo bem! Só acho muito esquisito ter um intervalo tão grande agora, no meio do nada, pra depois voltar com tudo com as atividades! Isso pros outros, né? Porque pra mim tem um detalhe: eu não tenho provas. Só produção de artigos científicos e vídeos. Isso significa que, quando terminar o Easter Break, tudo que preciso fazer é ir na faculdade entregar os meus trabalhos... e fim! Isso pode parecer bem conveniente pra muitas pessoas, mas se agora eu já to sentindo falta de trabalhar, não quero nem imaginar como vai ser a partir de maio!

Mas vamos viver pra ver, né? Nada de sofrer por antecipação :)

Beijo pra vocês e até a próxima!

terça-feira, 19 de março de 2013

...e vamos botar água no feijão!

Oi, genteee! Como vai a vida aí na terra de Cabral?

Ontem eu tive um dia bem abrasileirado, foi ótimo! Acho que já mencionei isso aqui, mas em uma das minhas disciplinas na faculdade, nós assistimos e discutimos sobre um filme de um país diferente a cada aula (a matéria é "Cinemas Mundiais"). É super legal ver o mundo pela perspectiva do cinema, e algumas coisas são realmente surpreendentes. Tipo, Hong Kong é um dos poucos lugares onde a indústria cinematográfica local dá mais lucro do que os importados de Hollywood! Isso é uma raridade... O filme que mais gostei até agora se chama Um Momento de Inocência, do Irã! Em segundo lugar vem Head-On, da Turquia. O segundo é meio barra pesada, mas fica aí como dica ;)

E ontem finalmente chegou a vez do Brasil! E o que que a gente assistiu? Tropa de Elite, osso duro de roer! Pega um pega geral, também vai pegar vocêeee! Tem muitos outros filmes que poderiam representar bem nosso país, como Central do Brasil - que é meu preferido sempre! Mas achei que esse foi legal pra abrir discussões sobre estereótipos e ouvir um pouco do que as pessoas pensam sobre o Brasil. Fora que, concordando ou não com o tema do filme, Tropa de Elite é uma ultramegasuper produção em termos de qualidade técnica. Ah, gente, mas foi engraçado demais assistir com legendas. A tradução não chega nem aos pés do vocabulário original.

Depois de assistirmos e debatermos sobre o filme, o professor falou um pouco sobre a história da nossa indústria cinematográfica e mostrou clipes de outras obras, como Macunaíma, Vidas Secas e Central do Brasil. Aaaah, que nostalgia...


Ah, mas o melhor mesmo foi chegar em casa e abrasileirar ainda mais esse negócio. Minha querida amiga/vizinha Vanessa e eu tínhamos combinado de jantarmos juntas hoje, e eu pedi pra ela deixar eu cozinhar! Não falei pra ela qual seria o cardápio, mas já estava borbulhando de ideias. Na saída da faculdade, passei no mercado pra comprar as coisas que faltavam. Cheguei em casa, joguei a mochila no quarto (literalmente!) e fui vestir minha capa de Jamie Oliver pra cozinhar.

Arregacei as mangas e comecei a minha missão: arroz, feijão, bife e salada! É claro que a estrela do prato era o feijão, né? Usei bacon da Dinamarca e uma tal de linguiça da Hungria (que era o que mais se parecia com calabresa! haha)... aaaai que chique! Fritei com alho e cebola antes de colocar o feijão. E geralmente, em casa, eu não suporto estar me deliciando com um feijão maravilha e acabar encontrando uma folha de louro. Mas como eu queria fazer o serviço completo, até o louro entrou na roda.

Panela vai, panela vem, e em pouco mais de 1 hora eu completei meu objetivo. Quando a Vanessa chegou e viu o feijão, ela literalmente pulou e me deu um abraço! kkkk... Fofa demais! Pedi pra ela trazer nosso suco de laranja preferido pra acompanhar a refeição. E apesar de já serem quase 22h a esse ponto, comemos que nem duas dragas! Ah, usei também a farofa que comprei no sábado naquela lojinha brasileira. Eu nem cozinho tão bem assim, mas só de ter uma comida com a cara da nossa casa já foi suficientemente bom!


A melhor parte dos jantares com a Nessa é sempre o depois, quando a gente conversa sobre um milhão de coisas. Não dá pra esconder que o tópico "Brotos" é o que a maior parte do nosso tempo. Bom demais!!! Ah, comemos uma sobremesa mara também! Uma tortinha de chocolate branco belga e frutas vermelhas. Arraso total!


Ai, gente, e hoje aconteceu uma coisa linda também! Tava voltando da faculdade no busu, e acabei descendo duas paradas antes de onde eu realmente deveria. Já tava lá morrendo de reclamar internamente do frio e do fato de que eu teria que esperar 5 longos minutos. Muito besta, né? Enfim, logo em seguida chegou uma senhorinha e começou a me perguntar sobre os ônibus. Enquanto ela falava, de vez em quando dava uma pausa com uma expressão de dor. Perguntei a ela se estava tudo bem, e ela falou que há muito tempo vinha sofrendo com artrite, e suas dores não passavam de jeito nenhum. Tadinha... e eu reclamando do frio! Meu coração derreteu!

Perguntei seu nome e se eu poderia orar por ela. Ela disse que sim. Fui para mais perto, coloquei a mão nas suas costas e orei ali mesmo. Quando terminei, ela estava super emocionada e agradecida. Depois de perguntar sobre qual era a minha religião, ela disse que acreditava em Deus, mas não sabia se ele a amava. Chorando muito, ela me contou que sua filha tinha sido assassinada 10 anos antes. Não há resposta que baste pra uma dor como essa, mas justo nessa hora o ônibus vinha se aproximando. Não havia tempo pra conversarmos mais... Ainda assim, disse a ela que não duvidasse que Deus a amava e estava cuidando dela todos os dias, dei a ela um abraço apertado e lhe ajudei a colocar suas coisas no ônibus.

Fiquei sorrindo sozinha, e muito agradecida por estar ali, naquela hora. Que 5 minutos lindos! Christine vai ficar no meu coração e nas minhas orações por muito tempo...

Um beijo, gente!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Eu e a academia

Oi, Brasil! Como estão?

Da última vez que eu postei, eu tava tão cansada que nem tive ânimo pra escrever sobre a coisa mais legal da semana: domingo foi a gravação do DVD de Hillsong! Aaaaai, e eu estava láaaa! Gente, foi impecavelmente lindo. Eles gravaram em três horários diferentes, e eu participei de 2. Já tava sabendo tudo de cor! kkkk... Fiquei lembrando da primeira vez que eu vi um DVD deles, aos 15 anos, e fiquei babando em tudo, desejando poder estar lá. E olhem só o que me acontece 8 anos depois... Feliz demais! O DVD sai em Julho, e eu não tirei fotos por motivos óbvios, mas aqui vai uma oficial:

Eu sou o pontinho vermelho lá em cima! hahah..
Vista lá de cima :)

Aposto que, quando você leu o título do blog, já ficou animado pensando que a gordinha aqui resolveu encarar uns exercícios físicos, né? Nada disso! kkkkkk... Antes fosse uma academia em que só se faz puxar ferrro. Eu tô falando é da vida acadêmica mesmo :)

Bem, amanhã vou entregar o meu último trabalho da primeira unidade na faculdade. Como eu só estou cursando três matérias, foram "só" três trabalhos. Mas "só" entre muitas aspas mesmo. Para duas das disciplinas, eu tive que fazer artigos. Minha gente, sofri. Como sofri! Gosto de trabalhos mais práticos, como apresentar seminários, fazer vídeos, qualquer coisa que não me obrigue a passar horas no computador escrevendo.

Eu gosto sim de escrever (tanto que tenho um blog! hahaha), mas não consigo lidar com ter que escrever. Quando eu trabalhava como repórter, chegar das gravações e escrever o roteiro era sempre uma tortura. Até porque em jornalismo você sempre tem que passar por um editor que revisa o seu trabalho (a não ser que você mesmo seja o editor, né?). E sou do tipo ciumenta com meus textos, dá uma peninha ( = uma raivinha) quando alguém pede pra cortar alguma coisa...

E escrever artigos é no mínimo um saco, tendo que seguir mil regras de formatação, usar vocabulário refinado, citar um bilhão de autores pro que você ta falando valer alguma coisa. Nessas horas que eu vejo que vida acadêmica não é muito minha praia. Adoraria ser professora, e acho que faria isso bem ^^, mas ter que fazer mestrado e doutorado pra chegar lá é sacrificar minha felicidade por muitos anos, eu acho. Admiro de verdade alguns amigos meus que realmente gostam de devorar os livros, mas essas não sou eu, ta?

Tem outra coisa curiosa a respeito da minha relação com os estudos: meu Q.I. aumenta conforme vai ficando mais tarde. Se pela manhã eu me sinto esperta como o Burro do Shrek, à noite eu sou discípula do Einstein. Eu sei que perder noites de sono é péssimo para a saúde, e nunca tem como compensar depois. Mas pelo bem do meu bom desenvolvimento acadêmico, eu sempre prefiro fazer meus trabalhos à noite. Nem que eu tenha que passar o outro dia assim:


No auge do nada pra fazer, eu identifiquei os meus estágios de produção de um artigo científico:

Desdém: "Vixe, tem que fazer um artigo de 2837289 palavras? Moleza, semana que vem eu começo."
Desespero: "Como assim, já é pra amanhã? Será que dá tempo de eu adoecer e mandar um atestado?"
Otimismo: "Olha, já consegui escrever 5 palavras! Tô chegando lá!"
Desespero: "Brodji, não ta saindo, não ta saindo, não ta saindo! Alguém chama minha mãe que eu to começando a sentir uma febrinha..."
~saio de casa. chega a noite e eu recomeço~
Paixão: "Os caras do Prêmio Nobel deveriam me descobrir. Eu sou um monstro da academia!"
Desespero: "Ok, escrevi o dobro de palavras. Cadê a faca pra cortar o texto e meus pulsos?"
~vou comer alguma coisa e volto depois de mais ou menos uma hora~
Razão: "Pra que uma conclusão de duas páginas? Passa a faca, passa a faca!"
Desespero: "Já se passaram 18 minutos desde que eu enviei meu trabalho. Será que posso mandar um email pro professor perguntando se saiu a nota?"

Ai, gente, é só. Desde domingo tem feito sol aqui, tá tudo tão lindo *___* E eu adoro os dias assim, em que o sol aparece mas ainda ta friozinho... Bom demais!


Ah, to programando uma saída na quinta-feira que deve render um post bem legal! Vejo vocês aqui :)
Beijo!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Balada do amor

Oi, genteeee!

ontem foi Valentine's Day. Teoricamente, é um dia em que se celebra o amor não só entre casais, mas também aos amigos e familiares, pessoas de quem a gente gosta. Mas isso é só teoria mesmo. Pelo menos eu não vi ninguém por aí comemorando a data de mãos dadas com a mãe, ou comprando presentinhos pros amigos. Na verdade, O Valentine's Day é o equivalente ao nosso Dia dos Namorados. Eu prefiro chamar de Dia Internacional do Bullying.

O metrô, as ruas, os restaurantes e todos os demais lugares estavam cheios de pessoas exalando romance. Minha teoria conspirativa diz que todas elas, na verdade, têm um único objetivo maléfico: te lembrar que você está solteiro, e elas não. Você tem noção do que é ver centenas de meninos lindos e maravilhosos carregando flores e nenhuma delas (e nenhum deles!) ser pra você? kkkkkkkkkk... Calma, eu juro que não to carente, mas me diz se isso não é bullying!

A Hillsong, minha igreja aqui, há tempos vinha divulgando uma tal de Valentine's Party que ia acontecer ontem. Com todos os meus amiguinhos de lá comprando ingressos, eu pensei "por que não?". Mas no fundo, eu estava um pouco aterrorizada. Pense bem: uma festa de Dia dos Namorados... para solteiros... promovida por uma igreja! Certamente, a maioria de nós imaginaria um lugar com mesas, um jantar pra forçar um clima de romance e ver se sai alguma coisa entre os encalhados e um fundo musical no nível máximo da solidão tocando Kenny G. E mesmo com o pessoal aqui me garantindo que seria bem diferente, eu confesso que não tava colocando muita fé que pudesse ser legal.

Convite que eles entregaram pra festa :)

Quebrei a cara lindamente. Lin-da-men-te. A festa aconteceu em um lugar chamado Ministry of Sound, que é um clube famosíssimo em que só tocam os melhores DJ's do mundo inteiro. O MoS estava fechado só pro pessoal da Hillsong, que deu conta de lotar o lugar. Pra vocês terem uma ideia, as primeiras 400 pessoas que chegassem ganhavam um voucher pra pegar uma bebida de graça. Cheguei uma hora depois da festa começar e já tinha esgotado a cortesia. Era muita gente!

O clube é lindo, enorme, e tava com uma decoração bem legal. E por decoração, entenda-se componentes não-humanos (iluminação, fumaça e tudo mais) e humanos (criaturas lindas e maravilhosas e solteiras). E aqui vai uma ênfase para esses tais componentes humanos. Como a Hillsong consegue juntar tantas pessoas lindas por metro quadrado? Eram brotos brotíssimos brotando por todos os lados, uma chuva de colírios. 

Mas o legal mesmo é que, diferente do que eu pensava, o objetivo não era fazer um clima do tipo "vamos desencalhar esse pessoal". Era simplesmente uma festa - e das mais animadas que eu já fui! Apesar de adorar dançar, eu não gosto de saídas noturnas e baladas, porque sou muito criteriosa em relação às pessoas com quem compartilho um mesmo ambiente. Não vejo graça nenhuma em ir pra uma balada, por exemplo, e ficar exposta a todos os tipos de figuras que estão lá com as mais diversas intenções. Mas na festa de ontem era diferente, porque eu sabia de onde aquelas pessoas eram e que eu não corria o risco de vir algum maluco bêbado pro meu lado, achando que se você ta dançando, você ta dando sopa. Me sinto muito mais à vontade assim :)

Com as amigas brasileiras \o/
Esse era o "carimbo" que a gente ganhava pra entrar.
Enfim, tava tudo maravilhoso, e se eu tivesse um carro provavelmente teria sido a última pessoa a sair de lá - mesmo com o salto já castigando os meus pés. Sério, não sei como eu aguentei! Gente, eu tento ser uma pessoa fina e usar sapatos de salto em festas, mas definitivamente não nasci pra isso. Fora que eu tava com uma saia que subia a cada dois passos que eu dava! kkkkk... Na próxima eu vou de vestido e havaianas pra não ter erro!

A diva da moda aqui [só que não MESMO!]
Bom, mas o fato é que meus únicos motoristas são o do metrô e o do busão, e eu tinha que sair de lá a tempo de pegar o último ônibus que me deixa mais perto de casa, e isso foi logo depois das 23h :(

Cheguei em casa um pouquinho depois de meia-noite, sabendo que teria uma longa madrugada pela frente: eu tinha que terminar o artigo que era pra ser entregue hoje na Universidade. Eu já tinha passado a quinta-feira inteira estudando, depois de muitas horas na frente do computador, eu não rendia mais nada! Por isso resolvi chutar o pau da barraca, ir pra festa e fazer o trabalho na madrugada. Acho que aquela mistura de música maravilhosa, brotos impecáveis e liberação de serotonina despertou alguma coisa em mim. Eu comecei a escrever e não parava mais! De repente, os argumentos pro meu artigo estavam pulando na minha cabeça, eram muitas ideias pra colocar no papel. Muitas mesmo - e isso me deu um trabalhão depois, porque eu escrevi mais de 1/3 a mais do que o limite (que era de 2.000 palavras) e no final tive que sair cortando tudo.

Terminei meu trabalho às 6h30 da manhã. Daí você acha que eu fui dormir, né? Nada disso! Me arrumei e saí de casa às 7h pra uma reunião de oração que alguns jovens de Hillsong fazem todas as sextas-feiras na praça de Soho. Muito bom! Cheguei lá com uma voz de travecão (fico assim quando não durmo ^^) e as olheiras do tamanho do mundo, mas quem liga pra isso? De lá fomos tomar um café e eu fui pra faculdade entregar meu trabalho.

Finalmente cheguei em casa às 14h, joguei no chão tudo que tava em cima da minha cama e dormi até as 18h30 :) E aqui vai um agradecimento especial à cafeína e ao Red Bull, que deram conta de me deixar acordadaça por 30 horas.

Tomei um a caminho da festa e outro já na festa,
pensando na minha madrugada acadêmica...
Aqui Red Bull é mais barato que água, acreditam?
Bom, os zumbis de The Walking Dead não são nada comparados ao meu estado físico e mental agora - to acabada! - mas amei minha comemoração de Valentine's Day e fiquei muito feliz por ter conseguido terminar meu trabalho e ainda por cima começar a sexta-feira encontrando amigos e falando com Deus! 

Ainda no clima de romance, deixo pra vocês minha última gravação com Davi: A Thousand Years, de Christina Perri. Espero que vocês gostem! Tenham um ótimo fim de semana, até mais ;)


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Do you speak English?

Oi, todos! Como estão?

Espero que a semana de vocês tenha começado bem linda. Por aqui, ainda muita neve. Mas hoje ficou tudo mais especial porque, apesar das ruas estarem branquinhas, o céu tava um azul lindo. Minha universidade - que já é um espetáculo - ficou encantadora.


Bem, mas o post hoje é pra responder uma pergunta que bastante gente tem feito:
- Você está tendo dificuldades com a língua?

Vamos lá. Quem me conhece ou já leu um pouquinho sobre mim aqui, sabe que eu me formei no CCAA depois de estudar lá por 7 anos, e fui professora por mais 5. Calma, não sou velha! Comecei a dar aula aos 17. Por essa experiência e por já ter viajado pro exterior algumas vezes antes do Ciência sem Fronteiras (inclusive pra Londres), acaba ficando mais fácil pra mim. 

Nas minhas viagens, eu sempre fazia trabalho voluntário em missões com pessoas dos mais diversos países. Acabei me acostumando a vários sotaques diferentes. Por isso, mesmo aqui sendo inlgês briânico, entender as pessoas falando não é dificuldade nenhuma. É verdade que o ritmo e o sotaque são bem diferentes do que eu conhecia enquanto aluna e depois como professora. Mas as experiências anteriores acabaram me salvando bastante!

Tem uma coisa na qual eu realmente preciso melhorar: adquirir mais vocabulário específico da minha área. Como estou em um contexto de universidade, os temas são bem diferentes das conversas cotidianas. No início, eu me retraí um pouco, tentando ouvir muito e falar quase nada. Mas agora já estou me soltando. Hoje tagarelei a aula toda (respondendo às perguntas, tá? Nada de conversa paralela) e fui bem elogiada pelo professor. Aêeeeee!!!

Fico feliz em saber que tem gente realmente preocupada com a língua e não só com falar - mas com falar BEM. Lembrem-se que, quando estiverem aqui enquanto alunos, vocês vão precisar participar nas aulas, escrever artigos, apresentar seminários. Então cabe a pergunta: meu nível de conhecimento da língua é suficiente pra eu corresponder às exigências da vida acadêmica?

Separei algumas dicas que podem dar uma mãozinha...:

Não se faça de doido
Se não entendeu, pergunta! Não é vergonha nenhuma dizer que não conhece uma ou outra palavra. Ao contrário! Assim as pessoas se sentem mais abertas pra te ajudar na língua.

Procure os nativos
Estar com um grupo de brasileiros o tempo todo é muito cômodo. Saia sozinho, sente um pouco mais longe dos conterrâneos. Assim você vai se ver "obrigado" a exercitar ao máximo a língua, e vai ter a chance de ouvir (e absorver) o inglês bem falado dos nativos, sem sotaque e com vocabulário bem mais variado.

Leia sem parar
Sim! Leia o tempo todo, a todo tempo. Não precisa ser um livro (apesar de essa ser a melhor opção!). O exercício vale também pra folders, propagandas, capas de revista, manchetes de jornal. É incrível como nosso vocabulário e competência gramatical se expandem quando começamos a ler em inglês!

Tenha o pai dos burros sempre por perto
Tô falando do dicionário, né, genteee? Pra quem tem smartphone/tablet, vale muito a pena baixar um dicionário de inglês. Isso já me salvou várias vezes na aula! Outro dia, pra responder uma pergunta, precisei da palavra "metonímia". Em um segundo consultei no celular e deu tudo certo! Se você não tem smartphone ou tablet, sem traumas. Compra um dicionário de bolso que ajuda demais!

Anote em inglês
Durante a aula, é tentador dar uma de espertinho e fazer as anotações em português! Nada disso! Quando se traduz, muita coisa se perde. Anote em inlgês de maneira que você compreenda, mas sendo fiel ao vocabulário usado pelo texto ou pelo professor.

Esqueça as legendas
Se você quer mesmo morar em um país que fala inglês, já ta mais que na hora de deixar pra lá esse negócio de filme legendado. Dublado nem se fala, né? Mesmo que você tenha que voltar a cena mil vezes, ainda assim vale a pena assistir sem legendas.

Concentre-se na sua área
Faça um esforço ainda maior pra adquirir vocabulário específico. Leitura é o meio principal pra isso. Não se esqueça de anotar termos técnicos e usá-los assim que tiver oportunidade.

Solte o verbo
Estar enferrujado no inglês não é motivo pra deixar de falar. Ao contrário, sem prática é que o negócio fica feio mesmo! Lembre-se que, quando se trata de língua, a gente aprende muito mais quando fala do que quando ouve.


É claro que muitas dessas coisas são pra serem aplicadas quando você já estiver no exterior. Mas dá pra começar a praticar algumas delas, como ver filmes sem legendas e ler bastante em inglês - principalmente textos relacionados à sua área do conhecimento.

Bom, espero que o post tenha ajudado!

Um beijão pra vocês e até mais!!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Medo... e uma explosão de alegria!

Oi, brasileirooooosss!

Gente, antes de começar a historinha de hoje, quero agradecer muito (mais uma vez...) por vocês estarem frequentando o blog, comentando aqui ou no Face, passando o link pra outras pessoas. Toda vez que vejo o número de visualizações, dá um friozinho na barriga! Só de ontem pra hoje foram mais umas 700. GENTEEE, para tudo, né? Muito, muito, MUITO obrigada! Vocês são lindos! 

Ah, o dia começou suuuuper feliz, porque nevou! Eu amo muito neve \o/


Bom, agora vamos falar de medo. O primeiro deles começou hoje, às 10:12 da manhã. Deixa eu explicar: minha aula começava às 10h, entrei na sala pontualmente. Me senti a diva do relógio!!! Quando cheguei, já tinha umas 5 ou 6 pessoas na sala. Passaram uns 2 minutos e entraram duas meninas. Mais alguns minutinhos, e outra pessoa chegou. O professor falou que era importante chegar no horário e tal, mas continuou simpático.

Gente, quando o relógio bateu 10:12 e duas criaturas entraram na sala, o profe se transformou! Sério, ele ficou mega irado, tadinho! Porque ele tava explicando e toda hora tinha que voltar o assunto, que era muito importante. Se eu fosse um dos caras que tinha entrado, eu acho que teria feito xixi nas calças de tanto nervoso! Hihihihih... E o pior: quando foi uns 3 minutos depois, vi pela janelinha de vidro da porta que uma menina estava prestes a entrar. Já fiquei imaginando a troca de tiros e o funeral no final do dia, né? Mas nem foi tão tenso assim.

Decidi que eu pego esse ônibus 5 da manhã, se for preciso! Mas atrasar, nunca!!! :D Ah, e eu to super boa aluna, viu, gente? Anotei um montão de coisa hoje e participei bastante da aula, mesmo que a maioria dos termos que eu conheça em cinema/audiovisual sejam em português... mas eu to correndo atrás!


Na aula da tarde, eu tive um grande dilema. Como já falei pra vocês, em algumas disciplinas a gente tem metade do horário pra assistir um filme e outra metade pra analisar esse filme e discutir teoria. E o filme marcado para hoje era o japonês Ringu, versão original de O Chamado, aquele filme de terror famosão. Na verdade, desde a semana passada (quando eu fiquei sabendo que o filme seria esse), eu já estava roendo as unhas, porque eu odeio ver qualquer coisa que me cause medo.

Às vezes, por exemplo, eu não aguento nem ver jornal! Odeio tristeza, odeio medo, qualquer coisa que me tire a paz. Decidi que não veria o filme, só iria pra segunda metade da aula. Mas eu não podia chegar lá zerada no assunto, né? Fiquei na biblioteca lendo um texto recomendado sobre o professor e alguns textos sobre o filme, pra eu saber pelo menos do que se tratava. Só de ler, eu já tava querendo chorar e correr pra minha mãe. Mas fui até o fim, pelo bem do meu futuro acadêmico.

Mas coitada de mim, gente. Quando eu cheguei, o professor passou o trailer não só desse filme, mas também  de outros 2 filmes de terror japoneses. Quando essas coisas passam no cinema, eu geralmente fecho o olho bem forte e tampo os ouvidos, mas e a vergonha de fazer isso na sala de aula? Kkkkkkkk... Bem, acabou que os trailers não foram tão horrorosos quanto eu imaginava. Deu pra pegar o elevador sozinha, por exemplo. Aaaai, tadinha de miiiiimmmmmmm! Sério, se depender de assistir filme de terror pra eu passar de ano, digo logo que vocês terão uma grande decepção, ta?

Agora deixa eu falar de coisa que eu gosto, coisa feliz. Terminei minhas leituras na biblioteca e fui ver o Facebook, né? Me deparei com essa postagem de Filipe, meu irmão caçula:


GENTEEEE, meu cabeçudinho passou na seleção pelo ENEM pra cursar Arquitetura na UFPB! Sério, meu coração gelou! Que vontade de amassar esse menino todinho!!! Por favor, quando vocês encontrarem com ele, certifiquem-se de que ele vai estar careca, tá? Vou perder o prazer de raspar aquela crininha linda, mas façam isso por mim.

Fil, sou apaixonadona por você! Parabéns!

E hoje é só. Um beijo e uma semana bem linda pra vocês!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"É uma vida maravilhosa!"


Oi, terráqueos! Como estão?

Meu dia hoje começou cedo de novo! Acordei às 6:30 pra ir pra universidade. Diferente da imagem de ontem, hoje tive uma grata surpresa ao me deparar com um céu lindo ao sair de casa. Como o sol anima a gente! De fato, eu não tenho saudade nenhuma do calor, mas um céu azulzinho sim faz bastante falta por aqui...! Olhem como tava lindo:



Não fiquem chateados comigo, eu sei que é a milésima vez que eu digo isso, mas eu estou tão TÃAAAAAOOO apaixonada pela minha universidade! Hoje tive aula de Formas de Cinema, e adorei, pra variar. Assim como as outras de ontem, são 4 horas de duração. É meio cansativo passar esse tempo todo numa sala de aula, mas os temas me interessam tanto que dez minutinhos de intervalo já me renovam!

Começamos a aula com algumas discussões bem básicas sobre cinema, depois assistimos um filme lindíssimo, chamado It's a Wonderful Life ("É uma vida maravilhosa", traduzindo bem grotescamente). O filme é do ano 1946, e seu diretor é Frank Capra. A história é tão linda, e a narrativa tão interessante que eu fiquei me perguntando como é que nunca tinha assistido aquilo antes. Se vocês puderem, reservem duas horinhas pra ver também!


Uma coisa muito legal daqui é essa ideia de assistirmos e discutirmos filmes juntos. Tanto na disciplina de Formas de Cinema (a de hoje) quanto na de Cinema Mundial (de segunda à tarde), metade da aula é reservada para a exibição de um filme, e a outra é para discussão. O objetivo é que a gente consiga “desconstruir” o que assistimos, pra então chegarmos aos conceitos. Tudo nessas salas bem pobrinhas:


No ensino médio, lá no IFRN, eu tinha uma professora de matemática que tinha esse método de descontrução. Ela era meio macabra, mas eu gostava muito desse estilo de ensinar. Ela nunca simplesmente jogava uma fórmula pronta no quadro. Ao contrário, seu método era fazer com que a gente chegasse até a fórmula. Lembro que eu cheguei a me iludir pensando que finalmente aprenderia matemática naquele ano. Mas adivinhem só? Foi justo com essa professora que eu fiquei de recuperação pela primeira e única vez na minha vida! Kkkkkk... ô, destino irônico.

Agora peço uma desculpinha, e que papai e mamãe não briguem comigo. Mas minha gente, eu preciso falar uma coisa. Vamos usar até a linguagem da matemática aqui... o percentual de cidadãos com ângulos, formas e linhas perfeitas nesta cidade é algo pra deixar Arquimedes de boca aberta – se ele fosse mulher, claro. Em outras palavras: de onde saiu tanta gente linda assim nas ruas? Ô, terra abençoada! Sério, é impressionante.

Se você é mulher e já passou na frente de uma obra, com certeza já ouviu um “fiu-fiu”, ou um “ô, lá em casa”. Isso pra pegar bem leve nas cantadas de pedreiro... Eles geralmente não distinguem cor, altura, religião, idade... passou por eles, ganha fiu-fiu. Quando fui pegar o ônibus, voltando da universidade, notei que tinha uma obra logo atrás da parada. Quando dei uma olhada para cima, quase que mudo meu curso pra Engenharia Civil. Que pessoas escandalosamente lindaaaaaasss! Eu é que fiquei querendo soltar uma cantada bem bregona dessa vez! Hihihihihi... Não aguentei, tirei foto! Tudo em nome do meu blog querido!


Ok, pode rir da minha cara de pau. Parei, ta? Desculpa, pai. Desculpa, mãe.

Saindo de lá, dei uma passada no mercado, pra comprar alguns cadernos. E não acreditei no que eu encontrei: minhocas secas num potinho, pra servir como comida de pássaro! Bleeeeegh! Sério, nunca tinha visto isso na minha vida.


Bem, cheguei em casa tarde, mas resolvi almoçar mesmo assim. E dessa vez... tcharaaaaammmmmm!!! Gente, ficou uma delícia! Enquanto saboreava minha iguaria, cheguei a esquecer do desastre que eu fiz ontem na cozinha! Meu menu foi arroz com vagem, pepino e queijo Emmental, salmão frito e salada. Bem melhor que o potinho de minhoca dos coitados dos passarinhos, né? 


Tá, não foi nada muito elaborado, mas fiquei tão feliz de finalmente ter comido alguma coisa de verdade... E isso também me deu mais esperanças de que eu possa realmente me tornar uma boa cozinheira em breve.

E por hoje é só. Mais uma vez, muito obrigada por vocês estarem acompanhando o blog.
Beijo!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Boa aluna, péssima cozinheira

Oi, todos! Como vocês estão?

Queria agradecer muito pelo carinho que vocês tem tido comigo, visitando o blog, comentando, deixando recados e mensagens no Face... brigada mesmo! Isso me faz sentir em casa, mesmo a um oceano de distância!

Tive um sono péssimo noite passada, e a explicação é uma só: ansiedade. Eu estava muito nervosa, pensando em como seria meu primeiro dia de aulas. Não um nervosismo ruim, mas de expectativa mesmo, querendo que o tempo passasse logo. Ao mesmo tempo, estava morrendo de medo de acordar tarde e perder a hora. Acordei várias vezes até o relógio finalmente marcar 6:30.

Desde o ensino médio, eu adquiri o péssimo hábito de ir estudar parecendo um trapo. Sou adepta do conforto sempre, mesmo que tenha que sacrificar um pouco - ou totalmente - a beleza. Lembro de uma vez que mamãe foi encontrar comigo na faculdade e ficou procurando um lugar pra se esconder, pedindo pra eu prometer que nunca mais usaria meu casaquinho rosa velhinho novamente. Tadinho dele!

Mas eu vim pra cá consciente de que não poderia me permitir andar por Londres no meu estilo mendiga. Gente, o povo daqui se veste simplesmente muito bem! Mesmo quando o gosto é um pouco esquisito, eles não deixam de caprichar. Por isso, nesse meu primeiro dia de aula, passei um bom tempo na frente do armário tentando não errar na roupa. Fui bem básica, com um cachecol um pouco mais colorido, e acabou dando certo.

Saí de casa às 7:40. O dia nem parecia que tinha começado!


Peguei o ônibus, que demora 50 minutos pra chegar. Não fiz cerimônia - dormi com gosto no busão. Devo ter até sonhado, sério! Cheguei lá tooooda animadinha!


Estou matriculada em duas disciplinas nas segundas-feiras: Crítica Audiovisual e Cinemas Mundiais. Cada matéria tem duração de quatro horas! QUATROOOO! E como minha noite de sono tinha sido super conturbada, eu perdi as contas de quantos peixes eu pesquei na aula de manhã. A coisa só começou a melhorar depois do intervalo, quando eu fiz um lanchinho ^^

To muito satisfeita com as minhas matérias! Eu sei que provavelmente não vou conseguir aproveitá-las na UFRN, mas quem liga pra isso??? Eu to estudando Cinema, o curso dos meus sonhos! Sério, gente, eu ainda não acredito nisso. Há alguns anos, me preparando pra fazer vestibular, eu me conformei com o fato de não ter cinema na UFRN, e acabei escolhendo um curso que eu gosto (e gosto mesmo!) mas não é exatamente o que eu queria. Quero tirar máximo proveito dessa oportunidade e tudo o que a Roehampton tem a me oferecer!

Cheguei em casa mortinha da Silva e cheia de fome - eu simplesmente esqueci de almoçar! Já estava sonhando com minha comida: arroz com legumes, queijo e presunto e salada de folhas. Comecei bem, cheia de confiança, me achando a própria Ana Maria Braga. A panela até que tava bonitinha...



Mas de repente, uma nuvem negra começou a pairar sobre mim. O espaço era minúsculo, o fogão era uma chapa, a panela era pequena e muito diferente. Fora que eu percebi que tinha esquecido de comprar um monte de coisa, como socador de alho. Não demorou muito pra um cheiro horrível de queimado tomar conta da cozinha.

Corri, passei o arroz pra outra panela um pouco maior, e nada! Pouco tempo depois, já tava tudo queimado novamente. Além disso, com minha mão leve, eu salguei o arroz a ponto de matar até quem não é hipertenso. Gente, que raiva de mim mesma! Tentei ir jogando água pra salvar a comida, e no final até que ficou mais ou menos.

Mas eu também não deixei barato pra mim mesma! Pra não desperdiçar nada, minha "janta" foi o arroz queimado, salgado e grudado na panela. Deixei o mais bonitinho na geladeira, pra algum outro dia em que eu não esteja tão desastrosa. Olhem só o estado dessas panelas logo no primeiro dia de uso!


A verdade é que eu gosto de cozinhar e não costumo ir tão mal assim, mas hoje eu e as panelas não estávamos nos dando bem, definitivamente. Depois de lavar a louça, entrei no quarto e me acalmei com uma barrinha de Twix. Amanhã será um novo dia, e eu em breve serei uma dona de casa melhor :)

É isso, gente! Mais uma vez, muito obrigada por vocês estarem aqui comigo!

Um beijão e até amanhã!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Andanças, sacolas e sorriso no rosto

Hello, todo mundo! Como vocês estão?

Desculpem ter ficado sem dar notícias ontem, mas minha internet não estava funcionando... Estou com alguns problemas no meu login, e acho que só vou conseguir resolver isso amanhã. Olha, mas Deus realmente sabe o que faz. Por não ter internet disponível, eu acabei caindo na cama bem cedo, às 20h30. Gente, como eu precisava desse descanso! Acordei hoje às 9h30, mais descansada impossível, depois de 13 confortáveis horas de sono.

E essa cansaço não era pra menos. Meu dia ontem foi super cansativo, e igualmente divertido. A universidade promoveu uma atividade chamada Photo Frenzy. É basicamente um jogo de pistas, mas imagina só brincar disso com uma cidade interira à disposição! Pois é... tínhamos uma lista de 8 pistas sobre lugares. A tarefa era descobrir que lugares eram esses e tirar as fotos mais criativas possíveis, em um grupo de pessoas. O meu era composto por mim, mais três brasileiras (Lara, Vanessa e Nathália) e duas americanas (Hannah e Sam).



O dia estava absurdamente frio, mas quem disse que isso tirou um pinguinho sequer da nossa animação? A gente tava com tudo, criatividade a mil e felicidade transbordando por ver Londres tão linda – NOSSA Londres! Aí vão algumas das fotos que tiramos:













Como a vergonha na cara tava zero mesmo, a gente teve a cara de pau de subir no monumento da Praça Trafalgar só pra dançar o Gangnam Style. Quando a euforia é muita, a vergonha desaparece, né?



Além de ver alguns dos principais pontos de Londres, outros dois objetivos do Photo Frenzy eram promover a socialização e fazer com que a gente conhecesse melhor o transporte público da cidade. Eles deram pra gente um ticket que valia pelo dia todo, pra pegarmos metrôs, trens e ônibus. Depois de horas pra lá e pra cá, a gente estava completamente morta, mas muito feliz \o/


Todos os grupos se encontraram na estação de Waterloo lá pras 16h30, e a maioria do pessoal queria aproveitar o passe livre do transporte pra conhecer outros lugares e depois ir para um pub. O juízo e o cansaço falaram mais alto, e eu decidi que iria pra casa. A princípio, estava indo sozinha. Eu sabia que iria me perder, porque não sabia exatamente o caminho, mas estava disposta a perguntar a quem fosse preciso. Mas aí encontrei três outras corajosas para irem comigo – Flávia, Lara e Fernanda.

Além de estar exausta, eu tava com muita enxaqueca, porque vinha dormindo pouco esses dias. Paramos rapidinho no centro do nosso bairro pra depois pegarmos o ônibus pra casa. E foi até que começou a tragédia/comédia. Quem sabia voltar pra casa??? Ninguém, é claro! Depois de pegarmos um ônibus errado, andamos muito, enquanto elaborávamos várias teorias sobre qual era o caminho do alojamento. A gente não sabia nem pra que direção era! Kkkkkkk...

Depois de perguntarmos a uns 10 motoristas de ônibus (e não termos uma resposta de nenhum) fomo parar em frente a um hospital. De lá, liguei para o alojamento, disse onde estávamos e que não sabíamos que ônibus pegar. É claro que já estávamos ficando um pouco desesperadas, né? Olha minhas companheiras aí:


Enfim entramos no bendito ônibus certo. Ô, felicidade! Gente, sério... eu acho que minha enxaqueca era simplesmente de exaustão. Porque quando eu tomei um banho, simplesmente passou. Pensando bem agora, será que não era de sujeira? Porque se melhorou quando eu tomei um banho, pode ser isso, né? Kkkkkkkk... ó, mas juro que to tomando banho todo dia, viu? Mesmo nesse frio de rachar!

Então, acordei outra pessoa hoje e fui encarar compras no supermercado. Eu sempre digo que amo supermercado, e na verdade gosto muito mesmo! Mas gente, como eu quis sentar, chorar e ligar pra papai quando estava lá dentro. Eu simplesmente não sabia o que comprar. Devo ter passado umas 2 horas tentando escolher as coisas. Não sei nomes de carne, tipos de molho, nada disso. E escolher vegetai??? Que piada... Foram momentos de tensão, mas eu superei!

Bom, eu não sei o que me deu, mas por um instante eu esqueci que estava sozinha, sem carro e que só tinha duas mãos. Eu devo ter pensado que era um polvo ou alguma coisa assim, porque comprei MUITA coisa. MUITA! Ok, nada era desnecessário, mas eu simplesmente não pensei na logística. Minha gente, eu estava com 2 bolsas de mão, duas sacolas plásticas e uma mochila entupida. Não quero nem saber quantos kilos eu carreguei!

Na parada de ônibus, um senhorzinho perguntou se eu queria ajuda e começou a me elogiar pela minha bravura. Foi aí que senti que eu estava mesmo numa situação de dar pena. Eu dava 5 passos e parava pra descansar! Tadinha de mim, genteeeee!

Sabem, ontem eu li no Pão Diário (um livrinho de devocional bíblica) algo sobre compaixão e bondade. E como eu pude sentir isso hoje! No segundo ônibus que peguei, o motorista foi super gente fina comigo, me dando dicas sobre transporte, melhores locais de compras e etc. Além de não me cobrar a passagem, ele me deixou na porta de casa. Na porta! Ai, eu tava muito feliz!!! Deus é maravilhoso mesmo...

Pois é, cheguei em casa e comecei a desempacotar minhas coisas. Olha aí minha comprinha básica:



Ok, confesso qeu comprei também um pacote de chocolate Twix, mas escondi pra vocês não dizerem que eu to comprando inutilidade. Mas gente, foi só isso mesmo! O restou foi coisa de dona de casa: arroz, sabão em pó...

Arrumei tudo nos armários da cozinha, almocei um congelado qualquer e corri pro centro de Putney, outro lugar pertinho daqui. Ainda faltava comprar algumas roupas, e há uns 2 dias eu vi que a loja da GAP, que é uma marca bem boa, tava em super promoção. Agora que eu já vi mais como as londrinas se vestem, foi um pouquinho menos estressante comprar. To aprendendo aos poucos, mas sinceramente espero não ter que fazer isso por um bom tempo!

Antes de voltar pra casa, num lugar chamado Costa. Muito gostoso e bem mais barato que Starbucks. Quem me atendeu foi um cara de Portugal, chamado Ivan. Ele parece estar aqui há bastante tempo, porque o português tava bem enferrujado. Mas valeu a tentativa :) Tomei um cappuccino com croissant e bolo de blueberry com amêndoas. Como eu to chique, benhêee!


Hoje foi um dia muito, muito feliz pra mim. Eu finalmente estava descansada, não peguei nenhum ônibus errado e consegui resolver tudo o que precisava. Desde que eu cheguei aqui em Tooting, só estava andando em grupo e geralmente guiada por alguém da universidade. Só hoje consegui entender realmente onde estou, andar com calma pela rua, me situar. Foi muito bom. Sorri o dia inteiro, cheia de gratidão por estar aqui. To preparada pra viver o melhor ano da minha vida!

E sabem o que mais? Deus quis me presentear por completo hoje! Ele até deixou o sol sair! Em seis, dias, essa foi a primeira vez que ele deu o ar de sua graça, gente! Eu estava no busão quando ele apareceu, e não contive um sorriso do tamanho do mundo quando aquele brilho lindo entrou pela janela! Aaaaaaiii, que dia bom!



Então é isso! Amanhã começam minhas aulas, to super empolgada!

Um beijo pra vocês e até a próxima!