Mostrando postagens com marcador aventura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aventura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Quase virar comida de peixe...e outras aventuras

Oi, todos!

Finalmente, vim contar o final da minha saga pelas Irlandas. Se o passeio por Dublin e Belfast foi lindo e doce, a volta foi muito, mas muito amarga! Pelo título já deu pra ver que é novela mexicana, né?

Ainda era o dia do meu aniversário, e eu queria encerrar tudo perfeitamente. Fiz meu check-in online e imprimi o cartão de embarque quando ainda estava em Londres - e como eu sabia que entre Dublin e Reino Unido não precisa de checagem de passaporte, fui direto pro portão de embarque.

Depois de tanto tempo viajando pra lá e pra cá, tem umas coisas que não têm mais a mesma importância que antes. É uma mudança de "estratégia", na verdade. No início, eu lembro que sempre que chegava no portão de embarque, corria pra ser uma das primeiras (quando não a primeira!) a entrar no avião. Pra não ter que enfrentar fila e também pra começar a descansar mais rápido - sim, eu sou do tipo que dorme que nem um bebê em qualquer voo, e a qualquer momento do voo. Lembro que quando voltei da Europa pela primeira vez, em 2008, minha irmã não me perdoou porque eu dormi antes da decolagem e não segurei a mão dela.

Mas ultimamente eu tenho estado muito mais desencanada, e minha estratégia é a oposta: sendo perto do portão de embarque, e quando a fila acabou e a última pessoa está saindo, eu me apresento. Lá estava eu, sorridente e serelepe, aproveitando as primeiras horas dos meus 23 anos, quando o comissário olhou pro meu cartão de embarque e disse que eu não poderia entrar no avião.  Fiquei verde, amarela, azul e branco, porque eu nunca tinha perdido um voo na minha vida. Estava me recusando a acreditar. Pior ainda foi o motivo: a Ryanair, companhia com a qual eu viajaria pela primeira vez, exige que cidadãos não britânicos ou europeus se apresentem ao balcão de check-in mesmo que já tenham feito pela internet. Ninguém vai me convencer de que isso faça algum sentido, mas o fato é que a informação estava sim no cartão de embarque, e eu realmente não prestei atenção. E pensar que naquele mesmo dia eu estava me orgulhando mentalmente por nunca, em 26 países, ter perdido um voo... foi um tapa na cara!

O comissário teve a bondade de me dizer que eu poderia remarcar o voo para a manhã seguinte (o primeiro sairia por volta das 8 da manhã) se eu fosse até o balcão... que fecharia... em. quinze. minutos. Quinze minutos!!! E você não tem noção da enormidade daquele aeroporto! Fora que, sendo a Ryanair a companhia mais barata que existe, os portões de embarque deles são sempre no bairro onde o vento faz a curva, duas ruas depois de onde Judas perdeu as botas. Corri que nem uma doida! É claro que todas as lojas já estavam ou fechando ou fechadas, e havia uns dois gatos pingados no aeroporto. Chegar até um portão de embarque geralmente é fácil, mas sair é uma tortura. Até porque é um caminho "errado". Em situações normais, você não desembarca pelo mesmo lugar onde entrou, mas eu não tinha opção.

Entrei e saí por todos os corredores que tinham o sinal de saída. Dei voltas pelos mesmo lugares incontáveis vezes, dei de cara com corredores sem saída incontáveis vezes. Depois de perguntar a umas duas pessoas como sair e receber respostas do tipo "vira pra direita e depois pra esquerda" e quebrar a cara, eu já estava desesperançosa. Até que resolvi tentar a sorte com um tiozinho da limpeza que não parava de olhar pra mim - provavelmente por causa da minha cara de desespero e minha respiração ofegante que dava pra ouvir do outro lado do mundo. Ele foi me apontando o caminho e finalmente, quase quarenta e cinco minutos (isso, 45!) depois, eu estava no balcão da Ryanair. Que, obviamente, estava fechado.

Resolvi que eu não me estressaria. Era o meu aniversário! Tudo que eu precisava era parar pra pensar e analisar minhas opções. E aqui fica meu registro de admiração eterna pelos viajantes do tempo pré-internet. Aplausos pra eles! O que seria de mim se não fosse o Wi-Fi de graça do aeroporto, me permitindo ver quais eram os próximos voos? Cogitei milhões de possibilidades, e o que me pareceu mais razoável foi voltar para Belfast. Explico: como Belfast fica na Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido, seria mais fácil usar meu cartão e o celular. Estando em Dublin, que já é União Europeia, eu teria que transferir dinheiro entre minhas próprias contas (e, logo, pagar taxas altas) e meu celular continuaria em roaming. Decidido: voltar para a terra de Beth!

Peguei um ônibus que saía do aeroporto mesmo. Era quase meia noite do domingo - horário em que eu deveria estar chegando em casa! Depois de um pouco mais de duas horas, lá estava eu de volta. No momento em que desci do ônibus no meio da rua (porque a estação estava fechada) e dei de cara com uma rua vazia, já pude imaginar duas grandes orelhas peludas crescendo pela minha cabeça. Burra! Burra, burra, burra! Como eu não pensei que, às duas da manhã, esse seria o cenário que encontraria? Chegando na avenida principal, deu uma piorada: a rua tinha um pouco mais de movimento, mas achar uma pessoa sóbria era praticamente impossível. Os bêbados disputavam os taxis, e tudo que eu queria era não ser notada.

A estação abriu um pouco depois para a chegada do ônibus que me levaria até o aeroporto de Belfast City - de onde um voo para Londres sairia às 6:50. Na hora marcada, chegou um ônibus com o letreiro luminoso Dublin via Airport. Beleza. Mesmo assustada com o preço da passagem, entrei nele! A essa altura eu tinha me preparado psicologicamente para pagar o que fosse preciso pra chegar em casa! Já estava sentada quando olhei pela janela e vi um ônibus com o nome Airport express. O reconheci como o mesmo que peguei quando cheguei no aeroporto de Belfast, vindo de Londres. Daí veio um estalo. Peguei minha mochila e conformei com o motorista do ônibus onde eu estava:

Eu: Este é para Dublin via aeroporto, né?
Motorista: É.
Eu: Aeroporto Belfast City, certo?
Motorista: Não. Aeroporto de Dublin.

Desculpe mãe, desculpe pai, mas nessa hora eu soltei um sonoro SHIT! Perguntei pro motorista se tinha alguma chance dele me devolver a fortuna que paguei... e ele disse que não. Quase que sai outra palavra feia! Corri pro ônibus certo, tentando me acalmar, e fui logo perguntando pro motorista.

Eu: Este vai para o aeroporto, né?
Motorista: É.
Eu: Aeroporto Belfast City, certo?
Motorista: Não. Aeroporto Belfast International.
Eu: Como assim? E o Belfast City?
Motorista: Está fechado.

Adivinhem que palavrinha mágica saiu da minha boca novamente? Aquela mesmo! Foi inevitável! Percebendo minha cara de sem chão, o motorista do primeiro ônibus veio até mim pra devolver meu dinheiro. Eu devia estar mesmo parecendo um cachorro pidão! Os ônibus partiram e... tcharam... a estação fechou mais uma vez! Isso significa que eu teria que esperar na rua. Ah, já falei que meu celular tinha 10% de bateria, eu estava de vestido, morrendo de fome e morrendo de frio? Pois é :) Tudo perfeito!

Na rua, me esforcei pra me concentrar num plano B. Pensei em voltar pra um albergue, descansar e resolver isso no dia seguinte. Cheguei a ligar pra um e tentar pegar um taxi, mas os amiguinhos bêbados dominavam todos, e os taxis àquela hora só podiam ser pegos com reserva. Pensa, pensa, pensa! Um beijo para minha memória fotográfica que se lembrou de ter visto um voo saindo do Belfast International às 7 da manhã. Não querendo gastar a bateria do celular rápido, entrei rapidinho na internet só pra confirmar. Depois de mais 1 horas de espera - e a essa altura já eram 3 da manhã - chegou o ônibus de novo. O motorista me recebeu com uma risadinha: "Você por aqui de novo?". Não fiquei nem chateada, porque era tão trágico que estava realmente cômico.

Chegando no aeroporto, tratei de encontrar uma tomada, sentei no chão e comprei minha nova passagem pelo celular. Com uma dor no coração, diga-se de passagem. Ela custou quatro - repita comigo: four, vier, أربعة, 四, QUATRO vezes mais do que o preço que eu tinha pago originalmente. Antes de viajar, tinha feito umas contas e tava super feliz por ter conseguido suar a camisa e guardar a punho cerrado 130 libras para a próxima viagem. Num clique, foi tudo embora. Por dentro, eu dizia pra mim mesma, "chegar em casa vale qualquer dinheiro!".

Algumas horas depois o check-in abriu, e é claro que eu fui pro balcão dessa vez. Dei uns pulinhos internos de alegria ao ver que o agente da Easyjet tinha me colocado em um assento na janela. "Estou com sorte", eu pensei. Me deu um alívio enorme quando passei pelo portão de embarque. Meu assento estava numa saída de emergência. Maravilha, mais espaço para as pernas! A essa altura, há quase 24 horas sem dormir, desmaiei de sono no segundo em que entrei no avião.

Não me lembro de nada além de começar a sentir o avião pegando velocidade na pista, prestes a decolar. De repente, uma freada brusca, e os burbirinhos de conversa foram substituídos por alguns gritos e barulhos de susto. Como meu sono era maior que tudo, voltei a dormir. Senti o avião andando mais um pouquinho, em baixa velocidade, e logo depois fui acordada pela voz do piloto pedindo desculpas e dizendo que freou porque havia notado algo diferente com seu computador e que os engenheiros logo estariam ali pra resolver o problema.

Apaguei de novo, só acordando com um novo anúncio do piloto, que deve ter vindo uns 15 minutos depois. Ele dizia que o voo realmente teria que ser cancelado e que todos deveriam retornar ao portão de embarque. Mais informações seriam dadas lá dentro. Fiquei mais chateada por ter que acordar do que pelo cancelamento do voo. Eu estava um zumbi! Pouco depois de entrarmos no aeroporto novamente, um funcionário da Easyjet anunciou que havia sido encontrado um problema no motor que impediria o avião de funcionar corretamente, e que ele estava - nas palavras dele - inserviçável. O que meu cérebro processou foi: "o avião ia cair, você ia morrer". Porque de fato, era isso que ele queria dizer.

Esta seria a primeira vez em que eu ia me sentar na saída de emergência. Eu fiquei imaginando o caos começando a acontecer e eu tendo que fazer alguma coisa além de dormir, morrer do coração ou gritar junto com todo mundo. Depois de alguns segundos de choque, só restou uma gratidão enorme a Deus - principalmente pela sabedoria do piloto!

Foram mais quatro horas de espera e muita enrolação até finalmente embarcarmos de novo - em outro avião, claro! A primeira coisa que fiz? Pedir pra comissária de bordo pra eu sentar em outro lugar, que não fosse saída de emergência. Acabei ficando com uma fileira só pra mim! Melhor assim, pelo menos não corria o risco de deitar ou babar em ninguém. Mas a essa altura do campeonato eu estava tão tensa que não consegui dormir de verdade... só pensava em desembarcar logo na minha Londres!

Chegando no aeroporto de Gatwick, o ônibus até o centro da cidade já estava lá esperando. O trajeto durou mais de uma hora, mas a tensão novamente não me deixou dormir. Ao chegar na estação de metrô, estava tudo simplesmente lo-ta-do. Só depois descobri que era por causa do carnaval que estava acontecendo em Notting Hill. Preferi não pegar o metrô. Acho que meu humor maravilhoso seria mais ameaçador à multidão do que ela a mim. Fora isso, meu cartão de passagem não estava carregado e a fila das maquininhas estava dando a volta em Saturno. Não tive opção além de encarar mais uma hora de ônibus.

Finalmente cheguei em casa perto das 18h, há quase 34 horas sem dormir. Se me pedissem pra somar dois com dois, eu provavelmente não saberia. Com um olho aberto e outro fechado, tomei um banho, e logo em seguida caí na cama! Acordei dezessete horas depois, com a sensação de que um trem tinha passado pelas minhas costas.

Passei a segunda-feira completamente zonza, pra de noite ser surpreendida com... BOLOOOO!!! Sim, meus amigos lindos do apartamento fizeram um bolo de chocolate ma-ra-vi-lho-so e cantaram parabéns pra mim!
A foto ta péssima, mas o bolo tava uma delícia!
Arrasou, Vanessa amigonaaa!
E assim eu comecei meus 23 anos. Que os próximos dias também sejam cheios de aventuras... mas de categoria mais leve, por favor!

Beijo, gente! Tô vivaaaaaaa!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Made in China e muito mais

Oi, todos!

Bloguisticamente falando, Junho foi meu pior mês. 4 postagens, minha gente! Só quatrooo! Vocês nem devem acreditar mais em mim quando eu digo que vou postar mais frequentemente, né? Mas eu vou tentar :) Londres continua linda, o sol continua dando o ar de sua graça e eu continuo aproveitando todas as pequenas e grandes coisas que aparecem pela frente.

O último fim de semana foi cheio de coisas especiais pra mim! Sexta fui numa festa promovida pelo pessoal de Hillsong pra comemorar o fim das aulas. Tive minha identidade checada duas vezes porque não acreditavam que eu tinha mais de 18 anos. Devo encarar isso como um elogio, né? Foi aí que me dei conta de que já fazem 5 anos que eu tive 18. Meu pai, como o tempo passa rápido! Enfim, a festa foi mega animada e eu atestei que, apesar de ser a balofinha sedentária que sou, quando se trata de dança eu tiro energia de cada célula que eu tenho. Passei quatro horas e meia dançando sem parar, à base de água apenas. Tudo é uma questão de perspectiva, né? Se me dissessem que eu ia ter que ficar em pé e sem comida por quase cinco horas, eu provavelmente teria um piti. Mas acho que as palavras pista de dança exercem um efeito diferente sobre mim. Me exercitei mais nessa noite do que somando todo o tempo desde que cheguei aqui!

Domingo foi dia de aventura gastronômica! Uns amigos da equipe de produção com a qual trabalho me convidaram para almoçar em um restaurante de culinária cantonesa (sim, porque o termo "cozinha chinesa" é pequeno demais pra tudo o que eu provei aqui). Fomos ao Gerrard's Corner, que fica em Soho, um bairro bem legal aqui em Londres. E dentro de Soho, tem essa área chamada Chinatown - não preciso explicar por que, né?

Nesse restaurante, não se pede porções grande de nada. Todas as iguarias vêm em porções pequenas - o que nos deu a oportunidade de provar várias coisas diferentes. Eu tava animadíssima, sem saber por onde começar! Nunca comi nada parecido com as coisas que provei no Gerrard's Corner. Não queria nem saber se era feio, bonito ou do que era feito. Empurrei o pé em tudo o que vi pela frente. Uma das lições que aprendi bem direitinho da minha família é que não se rejeita comida. Falei mais mandarim do que em toda a minha vida, enquanto me deliciava com  叉烧包, 虾饺, 糯米饭, 奶黄包 e muito mais... 

Dumpling de churrasco de porco (叉烧包)
Dumpling de camarão (虾饺) 
Arroz glutinoso com folha de lótus (糯米饭) 
Doce esponjoso de creme (奶黄包)
Esses daí de cima foram alguns dos meus favoritos, principalmente o último. Teve muito mais!






Eu já comi muitas coisas estranhas na minha vida, justamente por ter essa filosofia de provar tudo o que eu puder nos lugares onde for. Mas nada se comparou à minha cara quando comi língua de pato apimentada e fria, a 麻辣鴨舌. Não só porque o gosto era horrível, mas também porque, ironicamente, a caminho do restaurante, eu parei pra tirar uma foto fazendo cara de pato na frente de um ganso (é tudo da mesma família, né?). Horas depois, lá estava eu comendo a língua do coitado. Que desumana!



Ah, e nada de suco ou chá gelado, como eu geralmente tomo. Dessa vez foi chá chinês mesmo! Sem açúcar e tudo. Tô uma mocinha!


Agora o orgulho maior está expresso na foto a seguir. Lembro de, há uns 6 ou 7 anos, ter matado aula junto com um amigo pra provar sushi pela primeira vez. Ele tentou me ensinar a comer com hashi (aquelas dois pauzinhos que os orientais usam). Eu fui um fracasso total, e desde então nunca havia tentado de novo. Mas eu tava ali me sentindo na própria China, minha imersão cultural tinha que ser por completo. Enquanto a comida não chegava, pedi ajuda dos meus amigos e fiquei treinando por longos minutos. E tcharaaaaammmmm... consegui!


Maravilha, né? Saí do Gerrard's Corner quase rolando, de tanto que comi, mas também super feliz! De lá, fui assistir o culto e depois encontrei com outros amigos para um pique-nique improvisado, aproveitando os últimos raios de sol lá pelas 8 da noite. Depois disso, outro compromisso sagrado: assistir Brasil e Espanha com amigos da universidade (amigos, amigos, amigos... tô escrevendo aqui e pensando no quanto sou "sortuda" por tudo isso...).

Eu já falei isso aqui antes, mas não custa repetir que se tem uma coisa que me faz perder a compostura, isso se chama futebol. Eu viro uma ogra quando estou torcendo. Gritei e xinguei tudo e todos até a quarta geração enquanto assistia nosso Brasilzão "dançar flamenco com castanhola na cara dos Espanhois", como disse meu irmão. Destaque para o maravilhoso David Luiz. Fiquei tão animada com ele que noite passada sonhei que ele queria namorar comigo. Aaaaai, Ana Luiza. Aterrisaaaa!

Na volta, as meninas e eu paramos pra sentar na grama florida da faculdade e admirar as estrelas na madrugada. Delícia!



Ah, gente. Hoje também tive um momento super fofo. Voltando pra casa depois de encontrar um amigo, resolvi parar um pouco na ponte pra admirar o rio no fim da tarde. Daí deu uma vontade louca de descer até a margem. Terminei de atravessar a ponte, só que onde eu estava a beira do rio é toda murada, e tinha um portão chato no caminho. Despertei o meu lado subversivo, pulei o portão e dei aos meus pés o presente que eles queriam: pisar descalços nas pedrinhas da beira do Tâmisa. Pequenas coisas me fazem muito feliz...


Um beijo pra vocês e até breve. Com chuva ou sol, amanhã eu posto de novo... por um motivo muito especial que eu quero dividir com vocês.

Beijos! \o/

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Planejar, não planejar

Eu adoro planejar. Mas nem tudo, nem sempre. E essa semana tive a oportunidade de viver dois momentos opostos em termos de planejamento, mas ambos muito especiais!

No post passado (ainda não leu? Ta aqui!) eu comentei sobre a manifestação que nós brasileiros fizemos aqui em Londres terça-feira, nos unindo ao grande coro que tem ido às ruas no Brasil. O evento tava marcado pra acontecer das 17h às 20h. O negócio é que eu já tinha marcado com alguns outros colegas de irmos a um Rooftop Cinema, e tivemos que sair da manifestação mais cedo pra garantirmos um bom lugar, até porque já tínhamos comprado o ingresso havia uns dias!

Confesso que fiquei meio chateada de deixar o movimento mais cedo. Saí de lá de cara feia, porque o que eu queria mesmo era continuar participando, fotografando, pegando depoimentos das pessoas. Mas mudei de ideia assim que cheguei ao local pra onde a sessão tava marcada.

Ah, deixa eu explicar! Rooftop Cinema é uma sessão de cinema no terraço de algum prédio alto - ou pelo menos maior que os outros no entorno. A ideia é ver o sol se por, admirar a vista e aproveitar um filme sob o teto mais maravilhoso que existe: o céu! Eu e mais cinco amigos compramos ingressos para assistir Juno (um dos meus filmes preferidos, de 2007), no Bussey Building. Mas não dava pra imaginar que o dia e a vista estariam tão perfeitos!



O local era super organizado! Pela disposição das cadeiras e das telas, não dava pra nenhum "cabeção" atrapalhar a visão. Eles distribuíam fones de ouvido e cobertores, e lá também dava pra comprar comida. Inclusive pipocaaaa! Aí foi demais, não me aguentei de emoção!



Foi lindo, por tudo! Pelo local em si, pelo céu e vista maravilhosos, pela pipoca, pelo filme que sempre me faz rir muito e dar uma choradinha no final.

Ok. Esse foi o momento planejado da semana. O que aconteceu ontem foi totalmente o oposto. No final da manhã, um dos colegas de intercâmbio daqui postou que a noite de 20 pra 21 de junho era o solstício de verão. O dia mais longo do ano, e também a única ocasião quando era possível chegar até as pedras de Stonehenge - que fica a cerca de 1h30 daqui.

Depois de passarmos umas boas horas quebrando a cabeça sobre o melhor jeito de chegar lá, pouco depois das 15h resolvemos que o melhor jeito era alugar dois carros (já que iriam 10 pessoas). O pôr-do-sol estava previsto para pouco antes das 22h, mas a sugestão era que a gente chegasse às 19h pra ver o dia cair. Ok. Nos arrumamos voando, saímos às 16h para uma locadora sem termos reservas para os carros, e depois de muita conversa e burocracia, finalmente conseguimos sair! Eram quase 18h quando pegamos os carros.

Compramos uns ranguinhos e pé na estrada! Mais um detalhe: ninguém sabia como chegar lá. Fomos contado com os GPS nos celulares e as placas de trânsito. E preciso dizer com uma pitadinha de orgulho que o grupo do carro onde eu estava não se perdeu nem uma vezinha! Aêeeee \o/ Chegamos lá pouco depois das 20h, e tinha muita, MUITA gente. E gente de um tipo bem particular, pra falar a verdade. Acho que todas as representações mentais que vinham à minha cabeça quando eu pensava em Woodstock, anos 70, se materializaram ali. Era a maior concentração de gente paz e amor que eu já vi na minha vida! E eu não estou falando só de calças de boca larga e cabelão... o buraco era mais embaixo!




E gente, que lugar lindo! Eu realmente esperava que fosse maior, mas ainda assim fiquei impressionada com a beleza de Stonehenge, que fica maior ainda com o mistério de como aquelas pedras chegaram lá, por que foram dispostas daquele jeito e quem foram os autores da obra. Me senti muito privilegiada de poder estar ali ainda mais em um momento tão único! Ah, e o pôr-do-sol foi maravilhoso também!






Foi anoitecendo e o frio chegou com tudo. No auge da preparação, eu estava com um casaco apenas, tênis e um short com meia-calça. Eu sei, burra demais. Fora isso levei um paninho pra colocar na grama e um travesseirinho de viagem. Aliás, eu já falei que a ideia era passar a noite lá e ver o sol nascer? Pois éeeee, minha gente... Mas dormir era com certeza uma tarefa impossível. Não só por causa do frio, mas principalmente porque os amigos hippongas batucaram a noite inteira. Sem brincadeira. Não tivemos um segundo de silêncio sequer! Mas isso aqui ta longe de ser uma reclamação. Na única noite do ano em que se pode chegar nas pedras de Stonehenge e no único momento em 365 dias quando a primavera se torna verão, dormir é a última coisa que você realmente quer, né?





Então qual é a solução pra acabar com frio e espantar o sono? Cantar e dançar, claro! Fizemos uma sessão de cantoria de clássicos brasileiros como Baba baby, de Kelly Key; No dia em que eu saí de casa, de Zezé di Camargo e Luciano; Quatro estações, de Sandy e Junior, e muitos outros que representaram muito bem o cenário musical do nosso país! Quando o repertório acabou, resolvi fazer bom uso da batucada hipponga e inventar algumas danças que deixariam o Balé Bolshoi com a cara no chão!


Durante a noite, tive contato com algumas figuras bem excepcionais mesmo. Tipo o menino que sentou ao meu lado e perguntou se eu estava vendo pandas voadores. Não perdi a oportunidade, né? Então você também consegue ver? - eu disse. Pensei que eu fosse a única! Mas quem roubou toda a atenção mesmo foi o sol, minha gente. Simplesmente porque... porque ele... não apareceu. Pessoas viajam de todos os cantos do Reino Unido (e até de outros países) pra assistirem o primeiro nascer do sol de verão em Stonehenge - que tava marcado pra acontecer às 3:30 da manhã. Mas você acha que ele se abalou por isso? Nada! Nem deu o ar de sua graça!

Como aqui é bem nublado, tem muitos dias em que o céu simplesmente vai clareando, sem que seja possível ver o sol. E esse solstício de verão foi exatamente assim. Sergio Malandro ficaria orgulhoso da pegadinha que o astro-rei jogou em todo mundo. Ainda assim, valeu muito a pena não dormir pra esperar o sol que não veio!

Saímos de lá depois das 6h e chegamos em Londres perto das 9h. O trânsito tava bem cheio a começar do estacionamento! Aproveitei a manhã e a tarde inteiras pra colocar o sono em dia :D

Stonehenge e o Rooftop Cinema são mais alguns momentos pra colocar na caixinha eterna de boas recordações do melhor ano de minha vida!

Beijo, gente! E bom fim de semana pra vocês :)

domingo, 19 de maio de 2013

O dia em que eu (não!) conheci a Bulgária

Saudações da Turquia, minha gente!

Ainda tirando as teias de aranha, vamos continuar o relato de ontem...:

Como eu disse no post anterior, a Romênia de fato me fez querer ficar. E se eu soubesse o abacaxi no qual a visita à Bulgária se tornaria, eu provavelmente teria pulado de lá pra Istanbul :) Tudo começou já no trem. Quando entrei, um cara falava comigo uma mistura de russo com inglês – só pude dar com os ombros e dizer que eu não tava entendendo nada. Já no vagão, fui em direção aos agentes, pra saber onde era meu assento. De bermuda, com cigarros pendurados na boca, um deles foi buscar os óculos enquanto o outro segurava a lanterna pra lerem o ticket. Pra minha infelicidade, eles apontaram pro mesmo vagão onde eu estava antes. Meu assento era logo atrás do russo. Enquanto eu me ajeitava, um romeno com cara de cigano tentava me dizer como arrumar minhas malas.

Sentei com tudo jogado do jeito que estava e respirei fundo... pra quase vomitar! Era um cheiro horroroso, parecia uma mistura de carvão com graxa... e chulé de russo! No teto, só um par de lâmpadas funcionavam, e elas ficavam piscando e fazendo aquele barulho de corrente elétrica, como nos filmes de suspense. Sujo era pouco pra descrever aquele trem. “Onde eu fui amarrar meu bode?” - era tudo em que eu conseguia pensar. Fiquei tão assustada que nem coloquei o mochilão no compartimento de bagagens, deixei na frente do meu banco. Não que o espaço fosse grande, mas é que o medo de levarem era maior! Passei as alças da mochila menor no meu braço e a coloquei no assento ao lado. Eu tava caindo de sono, mas dormir parecia impossível!

Quando finalmente dei uma cochilada, um barulho enorme na porta. Era a polícia romena, pedindo os passaportes. Gelei. Por um momento, eu tinha esquecido do meu carimbo fantasma na entrada. Como é que eles iam saber que dia eu havia entrado no país? Sutil como um coice, ele pegou meu passaporte, o dos dois coleguinhas e saiu do trem. Eu tremia por dentro! Depois de alguns minutos, mais um barulhão! Era outro policial, na delicadeza de um ogro, que começou a abrir e fechar os compartimentos de bagagem, pra ver se não tinha ninguém escondido. Que terror! Do lado de for a, dois policiais “conversavam” alguma coisa. Sim, conversavam entre muitas aspas, porque era grito respondendo grito. Na minha cabeça, eu traduzia: “Tem uma menina aqui sem carimbo de entrada! Pega as algemas!”. Sério, minha gente, eu tava uma pilha! Quando finalmente o policial retornou ao vagão e me entregou o passaporte sem dar uma palavra, eu quase gritei de alívio.

Em menos de 20 minutos, mais uma parada pra controle de passaporte. Tínhamos chegado na Bulgária. Os policiais entraram, não tão barulhentos quanto os anteriores, e pelo menos o que pediu meu passaporte era broto. Ele perguntou pra onde eu estava indo – era a primeira vez em horas que eu ouvia um inglês decente! Quando ele olhou a capa do passaporte, só faltou virar os olhos. Fez uma chamada pelo walkie talkie: “Fulano? [silêncio. respira fundo.] Brasilien”. Será que eu precisava de visto pra Bulgária e não sabia? Já comecei a tremer de novo, enquanto o oficial broto olhava pro meu passaporte e dizia um monte de coisa pro seu colega do outro lado da linha. Acho que essas coisas acontecem só pra eu ficar ridiculamente tensa mesmo, porque no final deu tudo certo :D

Depois de 13 horas de trem, morrendo de medo por não ver nenhuma mulher ao redor, tendo minha passagem checada pelo menos 5 vezes em pontos diferentes, cochilando aqui e ali - mas conseguir dormir de verdade, eu finalmente cheguei na Bulgária. Daí você acha que a história vai melhorar, né? Ainda não... A estação de trem só faltava cair aos pedaços, e vários guias de turismo vinham me abordar no estilo urubu. Como eu odeeeeeiiiiiooooo gente me cercando!

Meu plano era deixar as malas no guarda-volumes e de lá ir conhecer a cidade. Mas o guarda-volumes estava... fechado, obviamente! Resolvi ir pro aeroporto logo e tentar guardar as coisas lá - já que meu voo só sairia à noite. Tive que literalmente fugir dos taxistas pra chegar até a parada. Ufa! E vale uma pausa pra um comentário, minha gente: o idioma búlgaro usa o alfabeto cirílico, que é esse aí:


E não se enganem... o "H" tem som de n, o "P" tem som de r, o "B" tem som de v, e por aí vai! Imagine andar pelas ruas e só ver isso! kkkkk... Eu conseguia ler algumas coisas porque comecei a estudar russo uma vez, mas ainda assim não entendia o significado de nada, né? Morri de rir quando a agente da parada anotou o nome de onde eu tinha que descer. Ai, que piada! Sorte a minha que encontrei três anjos no ônibus, que me ajudaram a chegar lá. Uma jovem e um casal de idosos me deram a informação direitinho, e a senhora desceu junto comigo :)

Mas até lá, foram cerca de 45 minutos entre dois ônibus. Chegando no aeroporto, mal dava pra acreditar que aquela era a capital de um país. E adivinhem só??? Não tinha guarda volumeeees! Já eram quase 2 da tarde, eu tava roxa de fome e meio frustrada também. O jeito foi pegar o ônibus de volta pro paraíso que eu tinha visto no caminho:

Na verdade não foi bem esse... e sim o que tinha do outro lado da rua!
Mas ta valendo, né?
AAAAH, sua coisa maravilhosa! Como eu amo o Mc Donal'ds! Quer dizer, o Макдоналдс :D

Detalhe no menu em búlgaro :)
É sério, gente, em qualquer lugar você pode contar com o Mc. É aquele amigão do peito, que ainda oferece wifi de graça. Fiquei lá nada menos que 1 hora enrolando pra não sair! Me senti em casa!


Decidi voltar pro aeroporto pra encarar a espera... não tinha o que fazer! As mochilas tavam super pesadas, eu não ia conseguir carregá-las o dia inteiro! Mas decidi jogar o Jogo do Contente (vai dizer que você nunca leu Poliana?) e me alegrar com o que eu tive: um almoço maravilhoso e 45 minutos de "city tour" (vulgo busão) na capital da Bulgária.


O pouco que vi me deu vontade de conhecer mais. Uma cidade grande, bem arborizada, com uma gritante diferença social entre bairros e uma vista linda! Sofia é cercada por montanhas, e seus topos ainda conservam a neve! Muito lindo!


Depois de 6 horas de espera e com o traseiro quadrado e dormente, chegou a hora!



Fiquei impressionada com a qualidade da companhia aérea. Eles deram um lanchinho show e o comissário de bordo era broto. Pra mim valeu! hahahah... O voo saiu na hora chegou antes do previsto. Mas amanhã que é dia de falar da Turquia... Por hoje é só!

Um beijão, gente, e obrigada por continuarem viajando comigo!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ahoy, Bratislava!

Oi, todos!

O mochilão continua! Saí hoje de Viena por volta das 11h, e uma horinha depois já estava em Bratislava, capital da Eslováquia. Quando resolvi vir pra cá, eu nem tinha pensado tanto no lado histórico, mas é incrível como tudo faz muito sentido! Praga, Viena e Bratislava já pertenceram ao mesmo império, juntamente com Budapeste. Que bom que eu to tendo a oportunidade de ver tudo isso. 

O trem que eu peguei pra cá tava uma maravilha! Ar condicionado, pouca gente, e uma vista maravilhosa! Só não dormi horrores porque fiquei com medo de perder a parada! hihihi...  Logo na chegada a Bratislava, já deu pra sentir o choque em relação a Viena. Cidade bem menor, bem mais velha e menos cuidada também! Mas tem sua beleza, é claro!

Cheguei no albergue e fui atendida com muita simpatia! Mesmo sendo antes da hora de fazer o check-in, eles já me deixaram ir pro quarto e tal. A recepcionista me explicou bem como a cidade funciona, e recomendou que eu fizesse um passeio a pé que um pessoal promove aqui... de graça! Essas palavrinhas mágicas ganharam meu coração. Fui pro quarto, tomei um banho e saí! O passeio começava às 14h e terminava às 16h15. Então depois ainda daria pra dar uma andada por aí pra conhecer tudo o que eu quisesse.

Dominika, uma estudante de medicina de 19 anos, foi nossa guia voluntária. Foi super legal, super relax e ela sabia muito de história. Tava um calor de torrar o coco, mas valeu a pena. Deu pra ver a cidade praticamente inteira, e aprender muito também. Ela falou não só sobre a história da Eslováquia (e do Império Austro-Húngaro, Tchecoslováquia, e tal...), mas também várias curiosidades. Uma delas é que na páscoa, não tem esse negócio de caçar ovinho de chocolate não. A tradição manda que se jogue água gelada nas mulheres e chicoteie "gentilmente" suas pernas com varinhas chamadas pomlázkas, que têm fitas nas extremidades. Dizem que isso dá a elas beleza e fertilidade. To sabendo...

Passamos por lugares muito importantes, a maioria relacionados ao comunismo. Neste lugar:

este momento aconteceu:


Fiquei toda "arrupiada", como dizem em Natal. E nesta praça:


os eslovacos se reuniram, em Novembro de 1989, celebrando o fim do regime comunista. Como símbolo das portas abertas para a democracia, eles balançaram seus chaveiros na praça. Aí eu fiz uma releitura do momento com meu chaveiro internacional - que pesa mais do que o mundo todo:


Interessante que Dominika falou sobre um lado do Comunismo sobre o qual não deu pra refletir muito na República Tcheca: apesar de viverem com muito pouco e terem muitas liberdades cerceadas, as pessoas tinham, em termos de serviços básicos, tudo o que precisavam. Quando o Capitalismo entrou em cena, muitas pessoas perderam o pouco que o governo lhes garantia. O resultado é visível nas ruas: muita gente sem teto, muita desigualdade social! Ela falou que não é difícil encontrar alguém que fale com saudade dos tempos do Comunismo... Interessante, né?

Ta, mas chega de nerdice! Vamos às fotos \o/





Gostei dessa criança! Meus filhos vão se vestir assim!
Nada não, só Napoleão Bonaparte fazendo a minha guarda... 

O centro é cheio dessas feirinhas fofas!
Dominika também deu dicas relacionadas à comida. E é claro que a gordinha aqui foi testar! Fui num restaurante chamado Bratislava Flagship, que reproduz o interior de um castelo. Já entrei tremendo de medo, né? Achei que ia pagar uma fortuna! Que nada, foi baratex!


E o que eu pedi? Bryndzové haluškyžinčica, é claro! Não fazia ideia do que era. Simplesmente anotei o nome que Dominika falou e pedi na cara e na coragem. O Bryndzové halušky é um prato feito de umas bolinhas de batata (que beeeem de longe parecem nhoque), queijo de cabra e bacon. Quando veio a žinčica pra beber, eu quase caí da cadeira: é basicamente creme de leite azedo. Yuuuuuck! Juro que tomei o máximo que eu pude, mas no final das contas eu já tava ficando verde. Mas o Bryndzové eu terminei todinho sim!


De lá, fui caminhando até um castelo lindo, que fica num alto e por isso tem uma vista legal pra cidade toda. Talvez nas fotos, vocês se surpreendam com a mesma coisa que eu na foto da vista do castelo: na medida do possível, Bratislava é bem mais moderna do que eu pensava! Pra começar, muitos prédios! Bem mais do que eu vi em Praga ou em Viena (dadas as devidas proporções). Isso porque, quando o Comunismo tomou conta de Tchecoslováquia, eles resolveram conservar Praga como a cidade histórica e fazer de Bratislava a cidade moderna. Além de construírem muitos prédios e avenidas largas, eles simplesmente destruíram vários dos monumentos que existiam aqui :( Triste, né? Mas Bratislava continua linda! E o castelo também era...










AAAAH, falando em avenidas largas... o povo aqui gosta de viver perigosamente. Apesar de ter sinal de trânsito em todo lugar, a maioria deles ficam simplesmente des-li-ga-dos! Como asssiiiimmm? Atravessar a rua é uma aventura! Os motoristas de carros são bem educados, e tudo mais, mas os bondes e ônibus vêm com tudo, e salve-se quem puder! kkkkkkk... Tava até pensando em bicicletar por aqui também, mas realmente não gostaria de interromper minha viagem morrendo no trânsito. Não é por nada, é só que já paguei os albergues e passagens :D


Nem preciso dizer que me perdi na saída do castelo, né? Não encontrava de jeito nenhum, fiquei rodando quase sem esperança. Mas aí lembrei que todas as histórias com mulheres confinadas em castelos terminam bem. No meu caso, queria que fosse algo parecido com o da Bela Adormecida - porque eu tava (e to!) podre de cansaço! Fora as 2h de passeio, andei mais um monte por aí! Cheguei no albergue às 20h, o que significa que eu perambulei por quase 9 horas! Mas valeu a pena.

Ai, gente... até aqui, a única coisa chata de estar viajando sozinha é que não tem ninguém pra tirar fotos minhas! kkkkkk... É meio triste, às vezes! Fora que, quando peço pra alguém tirar, muito raramente sai boa, né? Hoje pedi a um cara passando na rua, e ele fez o favor de desconfigurar tudo em segundos! Só percebi quando o dia tava terminando :( Por isso muitas das fotos de hoje não ficaram legais. Paciência, né?

Bom, amanhã tem mais Eslováquia! Ah, e Ahoy significa "oi", em eslovaco :)
Beijo pra vocês!