Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre auxílios I: o seguro-saúde

Oi, gente!

Bom, com tanta gente fazendo as malas pra começar o Ciência sem Fronteiras agora em setembro, muitas dúvidas têm surgido em relação aos auxílios que o programa oferece. São quatro, ao todo: instalação, material didático, seguro-saúde e deslocamento/transporte. Em primeiro lugar, vale salientar que essas auxílios são concedidos uma vez, no momento da aprovação da bolsa. Para alguns, o programa exige prestação de contas, pra outros não.

Durante essa semana, vou falar um pouco de cada um deles, e espero poder responder as dúvidas em relação ao uso desses valores! Então vamos lá, começando pelo auxílio pro seguro-saúde, porque saúde é o que interessa :D


***
Nome:
Auxílio para Seguro-saúde

Valor e concessão:
Os valores concedidos variam de acordo com o país de destino, e são fixados pelo próprio programa. Abaixo está a tabela de valores, de acordo com o site do Ciência sem Fronteiras, consultado em 2 de setembro de 2013 (clique na imagem para aumentar):


Finalidade:
O objetivo desse auxílio é que o bolsista contrate um seguro que lhe dê assistência médica por todo o período em que ele estará no exterior. Não é como um plano de saúde, e como é destinado a estrangeiros no exterior, a maioria das seguradoras oferece também alguns itens de cobertura para a viagem em si (incidentes como extravio de bagagem, perda de documentos e cancelamento de voos). Independente da eficiência do sistema público de saúde do país para onde você vai, contratar um seguro saúde é obrigatório para bolsistas do Ciência sem Fronteiras. O único requerimento quando ao seguro é que ele te cubra por todo o período que você vai estar fora do Brasil.

Prestação de contas:
O valor concedido pelo programa é mais que suficiente pra contratar um bom seguro. Não é preciso devolver ao órgão de fomento (CNPq ou CAPES) o que sobrar da contratação, mas é preciso enviar depois de um prazo estabelecido pelo próprio programa o comprovante da compra (que é emitido mesmo que você faça tudo pela internet). Então é só não esquecer de guardar esse comprovante!

Minha experiência:
Nunca precisei usar o seguro que contratei no exterior, então não tomem isso com uma propaganda - não tenho como saber se ele realmente é bom. Tomei minha decisão depois de ler o depoimento de um bolsista que tem um amigo que precisou acionar o seguro e ele funcionou bem! Além disso, conheço pessoas que usam essa mesma empresa como seguradora de seus carros e casas, e quando precisaram eles também atenderam bem. Então... contratei o Mundo 365 Ouro da Porto Seguro. Paguei R$1671,22 pela cobertura por 365 dias. No site da Porto Seguro você consegue fazer uma cotação preenchendo os dados da sua viagem na aba 'Simule e Solicite', do lado direito da tela. Lembrando que isto não é uma propaganda - eu nunca precisei usar o seguro, por isso não sei se ele realmente funciona!


Existem sim vários seguros mais baratos do que esse que eu contratei, mas realmente não quis arriscar. Mesmo sabendo que o Reino Unido tem um sistema público de saúde excelente, eu preferi contratar um mais completo tendo em mente que eu posso precisar de alguma coisa enquanto estou viajando. Nesse caso, quem garante que qualquer emergência poderia esperar até eu voltar pra casa? O Mundo 365 Ouro cobre acidentes e incidentes em qualquer país do mundo. Então se daqui pro final da viagem eu decidir dar um pulinho no Camboja, ainda estou assegurada :)

Com a cotação da época, que não estava lá muito favorável, lembro que 'sobrou' mais ou menos R$1500 depois da contratação do seguro. E o que eu fiz com esse dinheiro? Paguei o meu visto! O valor do visto Tier 4 (que é o de estudantes) para o Reino Unido, é algo em torno de mil reais mesmo. Então aproveitei a "economia" com o seguro para pagar o UKBA e algumas despesas que tive para ir ao Rio de Janeiro, onde tirei meu visto.

***

Bom, espero que o post tenha ajudado a tirar algumas dúvidas! Se você tiver mais perguntas sobre Auxílio para seguro-saúde, passa lá no ask.fm/naterradebeth!

Um abração e até mais!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Saúde é o que interessa!

Oi, todos! Como estão? Como foi de Páscoa?

A minha foi maravilhosa! Ganhei milhões de chocolates, genteee! Nem acreditei! Meu namorado (sim, eu estou namorandooo!!!) veio aqui no flat me buscar com um buquê de flores maior que eu e me levou pra almoçar num restaurante maravilhoso. O dia tava tão ensolarado que eu saí de vestido e sandália, acreditam?


















Ah, primeiro de abril danado...

Voltando à vida real, nesse feriado, eu senti bem forte o que é mesmo estar longe da família. Minha gente, nenhum ovinho! NEM UM! Eu sei que Páscoa não é só chocolate, e o significado é muito mais valioso do que qualquer coisa, mas nada vai destruir os sonhos que eu cultivei a minha infância inteira: Páscoa é época de morrer atolada no cacau. E não me julguem! Que saudade dos meus pais me entupindo de chocolate... Mas eu levantei, sacodi a poeira e dei a volta por cima: fui no mercadinho aqui do lado e comprei quase uma fábrica inteira. Prevejo minha forma de barril e a cara cheia de espinhas daqui a alguns dias.

Ah! Semana passada aconteceu uma coisa muito fofa! Reencontrei Pierre, minha raposa, e dessa vez consegui tirar uma foto dele. Olha como é lindo:


Ah, mais uma! Não resisti e tirei uma foto dessa cara no metrô ontem! Vê se não é a cara do Gandalf, do Senhor dos Anéis!


Bom, a postagem de hoje é respondendo ao pedido de uma leitora do blog. Ela me perguntou como fiz em relação ao seguro de saúde e viagem que todo bolsista é obrigado a fazer, e como funciona o acesso ao sistema de saúde aqui. Então vamos por parte:

O CNPq dispõe de uma verba para os bolsistas contratarem um seguro de saúde/viagem. Ele deve ter cobertura de pelo menos um ano, já que é o tempo que passamos fora. Já viajei muitas vezes e nunca precisei usar nenhum seguro, mas sempre fiz questão de ter. É uma questão de segurança. E nesse caso, como bolsista, não há escolha também: a gente tem que mandar para o CNPq uma comprovação de que contratamos o seguro.

A maioria dos seguros para viajante oferece assistência não só de saúde, mas em relação à viagem também. Ou seja, eles incluem tanto acidentes e emergências médicas quanto questões relacionadas a perda de bagagem e incidentes mais "de turista". Nas minhas viagens anteriores, usei o seguro da ISIS. Muita gente fala bem dele, e pra falar verdade eu nunca pesquisei mesmo. Fui na onda dos outros, e graças a Deus nunca precisei! Mas dessa vez contratei o da Porto Seguro, num plano chamado Mundo 365 Ouro. Foi indicação de alguém em algum dos grupos do Ciência sem Fronteiras, e comprei porque achei o preço bom e a cobertura legal.

Bom, vamos pra segunda parte. Todos os residentes regularizados de Londres (cidadãos e pessoas que possuem visto sem ser de turista) têm direito ao acesso ao NHS. O National Health Service corresponde ao nosso SUS no Brasil, mas com muitas, MUITAS ressalvas. A única similaridade é que ambos são gratuitos e regidos pelo governo do país, mas a maior e mais importante diferença é que aqui as coisas funcionam. O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra é o maior e mais antigo sistema de saúde do mundo. Só isso!

Assim que cheguei na minha universidade, recebi um formulário do NHS. Tudo o que fiz foi fornecer alguns dados e dar algumas declarações sobre minha saúde (vacinas, doenças pré-existentes, etc), e pronto. A minha universidade se encarregou de enviar o formulário e me inscrever no NHS. Maravilha, né? Morrer sem atendimento eu não morro. Fica tranquila, mãe! Além disso, na própria Universidade de Roehampton nós temos um setor médico que parece muito bem estruturado.

E a minha saúde? Bem, quem me conhece de perto sabe que eu tenho uma companheira irritante e de longa data, chamada enxaqueca. Já fiquei internada por causa dela, e em duas crises tive mais de 30 dias diretos de dor. Sabe o que é dormir e acordar com a cabeça explodindo? Eu sei. Já tomei remédios fortíssimos, e nas minhas muitas idas ao hospital, cheguei a usar medicações à base de morfina e sair de lá como se nada tivesse acontecido - de tanto que meu corpo se acostumou a essas substâncias terríveis.

Duas das coisas que contribuem para minhas crises são calor e claridade. Aquele solzinho do Nordeste pode ser uma cura pra muita gente, mas pra mim é mais um castigo do que qualquer coisa... Aqui, além de eu raramente ter enxaquecas, eu mais raramente ainda preciso tomar remédio quando estou com dor. O próprio frio se encarrega de curar. Minha família vai dar pulos de felicidade quando vir essa foto:


Das 7 caixas que eu trouxe (pra você ter uma ideia do tamanho e da frequência das dores...) eu só abri uma. E em três meses só tomei remédio 4 vezes. Pra quem "bebia" Tylenol DC 2 ou 3 vezes por semana, pelo menos, to indo muito bem, né? E geralmente só preciso tomar no período pré-menstrual (não faça cara feia ou se comporte como se não soubesse que mulheres menstruam!). Nesse caso, não tem pra onde fugir. A dor ver mesmo, e nem o frio ajuda!

Por outro lado, a alimentação e o clima tão diferentes têm causado um impacto negativo em certo ponto. A falta de sol inibe o processamento de Vitamina D, e o fato de eu não estar comendo tanto feijão e carne quanto eu comia antes dei uma baixada no meu nível de Ferro. Não fiz exame de sangue mas senti bastante. Na semana passada, eu sempre acordava como se tivesse carregando o mundo nas costas, sem energia pra nada. Comprei uns "reforços" pra dar um jeito nisso: Feroglobin e multivitamínico.


Agora eu quero ver a moleza bater na porta de novo! Tô a própria Ironwoman!

Bom gente, acho que por hoje é só!
Um beijo e boa semana pra vocês!