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sábado, 2 de novembro de 2013

Por onde andei

Oi, todo mundooo!

Há algum tempinho estou devendo a lista de albergues em que fiquei nas minhas viagens, e o que eu achei de cada um deles. Pra minha grande sorte, em muitas cidades que eu visitei, eu fiquei na casa de amigos - que são sempre anfitriões bem melhores do que os albergues possam oferecem! Mas aí vão as minhas reviews desse ano:


Praga, República Tcheca
Pontos fortes: Ótima localização! Em alguns passos eu já estava na Old Town, que é onde tudo acontece em Praga! Além disso, o staff era super amigável e prestativo. Ah, eles oferecem café da manhã. Não é uma maravilha, mas dá pra dar uma economizada.
Pontos fracos: O albergue é meio velhinho, e as portas do banheiro onde tem o chuveiro não têm trancas.
Minha acomodação: Quarto para 4, misto, sem banheiro.
Preço: €19.90

Minha experiência: As indicações de como chegar ao albergue não ficaram muito claras pra mim. Quando cheguei, acabei preferindo pegar um taxi de onde eu estava. Sabia que era muito perto, mas não queria me perder. O motorista fez o favor de ficar dando voltas pro preço ficar maior - e eu nem pude nem tive coragem de reclamar! Chato, muito chato... ainda mais quando, depois de acomodada, saí pra dar uma volta e vi o quanto era ridiculamente perto. Ah, não consegui reservar um quarto só feminino. Foi o primeiro albergue da minha vida, e eu dividi o quarto com três homens - um deles fez o favor de estar só de cueca duas vezes. Oh, well...
Recomendo? Sim. Tem albergues melhores e por preços mais baratos, mas achei que esse valeu a pena, principalmente pela localização.




Viena, Áustria
Pontos fortes: Localização excelente. Excelente! Fica na rua da estação ferroviária principal, onde também passam milhões de linhas de metrôs e ônibus. Você só se perde se estiver muito disposto! Além disso, o albergue é super limpo, bem decorado e com tudo novinho! E o café da manhã... nossa... custa uns 3 euros, mas dá vontade de passar o dia lá comendo.
Pontos fracos: Justamente por ser tudo de bom, o Wombats é muito cheio! Tinha sempre mil pessoas bebendo, jogando sinuca ou fazendo festa no bar.



Minha acomodação: Quarto para 6, feminino, com banheiro.
Preço: €20
Minha experiência: Amei, amei e amei. Me senti totalmente livre pra sair e voltar a hora que eu quisesse, porque sabia que não me perderia por lá. Pessoal super prestativo também. Única fraqueza é que a internet era péssima no quarto, mas pode ter sido só o meu.
Recomendo? Totalmente, com mil estrelas.




Bratislava, Eslováquia
Pontos fortes: Fica relativamente perto da Cidade Antiga, e o staff é bem prestativo!
Pontos fracos: A localização não é das melhores para a chegada, principalmente se você chega lá de trem. Tive que dar uma andadinha boa, por umas ruas nem tão agradáveis. Ah, não tem café da manhã também. Dá pra comprar coisas no balcão, mas não é uma café de verdade e tal.
Minha acomodação: Quarto para 6, feminino, com banheiro.
Preço: € 14,90


Minha experiência: Preferia não ter tido que andar tanto... E o quarto era beeem simples também, mas pelo menos era suíte!
Recomendo? Se, assim como eu, você estiver perambulando pela Europa com uma mochila de 120 litros nas costas e uma menor na frente, não!




Budapeste, Hungria
Pontos fortes: Bem decorado, pessoal gente boa. O hostel é pequeno, então não tem problema de muito barulho ou banheiros lotados. Eles oferecem serviço de lavanderia - que é pago, mas é uma mão na roda!
Pontos fracos: Não tem café da manhã, e a localização ta meio longe de ser boa... além disso, o albergue fica no segundo andar de um prédio que parece abandonado. Macabríssimo!

Imagem ilustrativa :D
Minha acomodação: Quarto para 4, misto, sem banheiro.
Preço: €16
Minha experiência: O único ponto positivíssimo é que minha colega de quarto acabou virando amiga - passamos dois dias juntas lá e corremos de um cara na rua juntas também, hehehe. Realmente, o interior do hotel é uma fofura, mas pela localização e o prédio em si, eu não voltaria pra lá.
Recomendo? Não. Dá pra achar melhores.






Istambul, Turquia
Pontos fortes: Muito bem localizado e limpo. Fica pertíssimo da Blue Mosque e outros pontos importantes. Tem um café da manhã deliciosamente maravilhoso não só pela comida em si, mas porque o restaurante fica no terraço do hotel, com uma vista incrível!
Pontos fracos: Pouco banheiro pra muita gente. Escadas sem fim para chegar até o restaurante (mas vale a pena!).
Minha acomodação: Quarto para 6, misto, sem banheiro. Quarto para 8, feminino, sem banheiro. [Fiquei três noites - uma no misto, e duas no feminino]

Preço: £18
Minha experiência: O recepcionista queria sair comigo a qualquer custo. Fiquei meio assustada, e depois de saco cheio. As filas pra usar o banheiro de manhã e à noite também me incomodaram. Mas ainda assim, gostei. Eles têm serviço de transfer de/para o aeroporto, e a localização realmente era muito maravilhosa pra deixar passar!
Recomendo? Sim, sim. Vai com tudo!






Cardiff, País de Gales
Pontos fortes: Muito bem localizado. Não é extremamente perto do centro, mas nada que 5 minutos andando não resolvam. Ele fica numa área bem quieta. O café da manhã era uma delícia, eles têm uma salinha com milhõooes de filmes (assisti Thor com um broto francês lá) e o staff é uma fofura - como todo mundo que conheci em Cardiff, na verdade! Lá teve até pizza de graça!!!
Pontos fracos: Fiquei no último andar, e tinha uma clarabóia no quarto. No começo achei super fofo, até fazer um sol de lascar e o quarto virar uma fornalha. Nunca esperei ligar um ventilador no Reino Unido (não tinha ar condicionado!), mas precisei mesmo dessa vez.


Minha acomodação: Quarto para 4, feminino, sem banheiro.
Preço: £17
Minha experiência: Na verdade, minha primeira reserva tinha sido pro Nomad Hostel. Cheguei em Cardiff e andei horrores até encontrar o bendito e descobrir que ele não só era no fim do mundo, mas num beco - literalmente! Nem entrei. Dei meia volta, liguei pra uma amiga que já tinha se hospedado em Cardiff, e peguei a sugestão dela de ficar no Riverhouse. Liguei pra lá e graças a Deus eles tinham acomodação disponível! Ah, e na volta pra casa, saí de lá de madrugada. A fofa da recepcionista insistiu pra eu levar uns croissants e umas frutas pra não ficar com fome no meio da noite.
Recomendo? Com certeza!




Belfast, Irlanda do Norte
Pontos fortes: Albergue muito bonitinho e limpo.
Pontos fracos: O albergue às vezes parecia ter um funcionário só - o mesmo carinha que atendia na recepção era o que trocava as roupas de cama dos quartos e o que estava fazendo uns reparos no teto. Isso me incomodou um pouco. Não é tão bem localizado assim... O café da manhã é fraquinho - mas pelo menos tem, né? :D
Minha acomodação: Quarto para 6, misto, sem banheiro.
Preço: £15

Minha experiência: Esse foi mais um que me frustrou quanto à localização. Não era o fim do mundo, mas quando você só tem um dia e meio pra conhecer uma cidade, não quer perder tempo se deslocando muito pra chegar nos lugares.
Recomendo? Não. Vi outros com localização muito melhor.






Cidade de Luxemburgo, Luxemburgo
Pontos fortes: Bem amplo e bonitinho. Café da manhã okay.
Pontos fracos: Pouco banheiro pra muita gente, localização não é das melhores, staff não era tão prestativo quanto nos outros lugares em que fiquei.
Minha acomodação: Quarto para 6, misto, sem banheiro.
Preço: £21.40



Minha experiência: Eu gosto de tomar banho. Muito! Fiquei meio irritada porque, em dois andares de hotel, só havia dois chuveiros femininos funcionando. Que bom que as europeias não são as rainhas da higiene pessoal, acabei nunca tendo que pegar fila. Mas enfim... pelo preço, esperava bem mais! Ah, e tinha um grupo gigante de jovens viajando juntos. Eles eram barulhentos e estavam se conhecendo há pouco tempo, então pareciam pavões - um querendo impressionar o outro. Sou mentalmente velha demais pra essas coisas, então eu queria dar uma voadora em todo mundo inclusive na brasileira periguete que dormiu de vestido e calcinha fio dental no meu quarto, mostrando ao mundo o que ninguém queria ver.
Recomendo? Se eu não me engano, só existem dois albergues em Luxemburgo. Talvez valha a pena tentar a sorte e ver se o outro é melhor um pouquinho.


***

...e é isso! Espero que o post ajude quem pretende fazer umas andanças pela Europa ;)

Se você ainda não viu o vídeo deste mês, ta aqui neste link!

Beijo e até a próxima!

sábado, 11 de maio de 2013

Budapeste em Espanhol

¡Hola, chicos! ¿Cómo están ustedes?

Não, eu não estou na Espanha. Mas é que a minha experiência em Budapest tem sido praticamente toda em espanhol! Deixa eu contar: ontem, no albergue, comecei a conversar com uma menina da Costa Rica, que está no mesmo quarto que eu. Apesar dela falar inglês, acabamos nos comunicando só em espanhol mesmo. Conversa vai, conversa vem, e resolvemos passear juntas hoje! O nome dela é Carolina, e ela também está viajando sozinha pela Europa :) Descobrimos que estivemos em no mesmo albergue e no mesmo dia em Viena! Não sei como não nos encontramos antes!

Enfim, acordamos um tantinho tarde hoje, e já era quase 11 horas quando saímos pra tomar café da manhã. Daí ela fez uma sugestão: "Que tal tomarmos café no Mc Donald's?. Juro, a partir dessa pergunta, Carolina virou minha amiga para sempre! Que pessoa mais sábia! Já estávamos nos dando bem e conversando sobre tudo, mas quando ela falou sobre tomar café no Mc... arrasou! Pra nossa surpresa, não tinha mais nada de café da manhã lá. Comemos hambúrguer com batata frita e suco mesmo! Que saúde... Mas quero deixar claro que eu segui a minha teoria e comi um sanduíche que nunca vi em nenhum outro lugar. Não vou nem me arriscar a lembrar o nome, porque tava em húngaro, e vocês sabem, né? Não quero humilhar ninguém com a minha potência linguística!

Depois do nosso café/almoço, resolvemos sair pro Városliget, que é o parque da cidade aqui. Gente, que coisa lindaaaa *____* E ainda mais num sábado de sol, com mil famílias andando na beira e tomando sorvete...




Aqui as ruas são bem largas!
A Hösök Tere - Praça dos Heróis, que fica na entrada do parque.
Do ladinho do parque tinha uma pequena fazenda aberta ao público. E aí descobri outra paixão em comum com Carolina: animais da roça. Ficamos lá babando os cavalos, pôneis e cabrinhas por um milênio! Ainda vou ter uns desses em casa...




Continuamos caminhando e chegamos ao Vajdahunyad, que é um castelo que fica dentro do complexo do parque. Não preciso dizer nada, né?


Pra não perder o costume...


De lá, mais uma vez eu e Carolina pensamos juntas. Vimos uma barraquinha cheia desses confeitos infantis e enlouquecemos! Mas digam aí se não eram mesmo irresistíveis:


Saímos escolhendo um monte, e acabou que no final pagamos uma fortuna pelos doces e eles eram terrivelmente ruins! Que bom que a gente pelo menos riu da situação. Aliás, a moeda aqui na Hungria é o forint, e ele é super desvalorizado. 1 euro custa aproximadamente 293 forints! Me achei a ryca das rycas quando fui trocar o dinheiro, né?


Enfim, na saída do castelo, seguimos para um free walking tour, parecido com o que fiz na Eslováquia. Tinha combinado com Carolina que iria com ela no tour que eles fazem em espanhol. Depois de passar um dia inteiro falando com ela, eu tava realmente me sentindo menos enferrujada e deslanchei na língua dos muchachos! Além da gente, havia 5 mexicanos e 4 argentinos no grupo. E gente, que diferença! No que fiz em Bratislava, as pessoas mal se falavam. Nesse, todo mundo virou amigo num instantinho. Rimos horrores, até porque nosso guia era hilário!

Quando ele perguntou de onde eu era, e eu disse que era brasileira, ele me respondeu com a maior clareza do mundo: "Ah, então você fala português? Que legal!". Eu podia jurar que ele era brasileiro também, e estava prestes a perguntar, mas alguém teve a ideia antes. E aí ele disse que era húngaro mesmo, e que muitas pessoas na Hungria falavam português. Arrasou! E minha gente, o cara falava um espanhol de bater palmas também - além de inglês! Incrível. Isso é um tapa na cara de nós, brasileiros, que muitas vezes mal saímos do inglês - quando saímos! Lá vai o Christian:


Ah, gente, o grupo foi super fofo e nós vimos muitas coisas lindas da cidade. Aprendi um monte de coisas sobre a história do lugar. E como já disse aqui, ter conhecido Praga, Viena e Bratislava também me ajudou a compreender melhor o que foi o império Austro-Húngaro, como se deu essa divisão e como funcionou o comunismo aqui depois da Segunda Guerra.

Budapeste é uma cidade linda! Confesso que fiquei com um pouco de medo ontem, quando cheguei, porque a estação de trem é super esquisita e caindo aos pedaços, e preciso dizer que as pessoas não são muito amigáveis... Mas hoje fiquei realmente surpresa! As ruas são largas e muito arborizadas, construções históricas lindas estão por todo o lugar, e isso sem falar no Danúbio, que divide a cidade. Aliás, vocês sabiam que Budapeste é a junção de três cidades? São elas Buda, Ôbuda e Pest, que se unificaram em 1873.

Caminhamos por quase três horas, e eu quase quebro o dedo de tanto tirar fotos! Apaxionei!!!




Dizem que colocar a mão nessa pança dá sorte!










No fim do passeio, os mexicanos foram embora e eu e o resto do pessoal fomos comer alguma coisa. Acabei me arriscando em um xxx, que é tipo uma massa de pão sovado com carne de porco dentro. Minha primeira refeição húngara!


Andamos juntos até o ponto onde havíamos nos encontrado pro passeio, e depois nos dispersamos. Só eu e Carolina seguimos juntas - e já combinamos que amanhã vamos acordar cedo e tomar um café da manhã de verdade... no Mc Donald's!

Amei meu dia húngaro-latino, e amanhã tem mais Budapeste!

AAAAHHH! E na vinda pra cá, eu acabei resolvendo gravar o vídeo mensal no trem, aproveitando que estava sozinha na cabine (milagre!). Espero que gostem.

Beijão!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Historinhas de bolso

Oi, todo mundo!

Já mudei de terra: estou em Budapeste, capital da Hungria! Depois de um atraso de quase uma hora naquela estação linda e fresquinha (só que não!) de Bratislava, finalmente peguei meu trem e cheguei. Mas antes ainda deu pra curtir um pouquinho a cidade...

Fui novamente na praça onde tinham as feirinhas. Desde ontem eu havia notado um cheiro maravilhoso saindo das barraquinhas, e hoje entendi o porquê: eles fazem uns cordões de frutas e folhas secas e canela, pra serem usados como decoração e aromatizante. Amei a ideia! Se não tivesse ainda tantos dias de viagem, levaria um pra minha casinha Londrina :)


E na minha última refeição, escolhi comer algo bem típico também. Não pensei que eu abandonei o Mc Donald's! Já estou destinada a comer pelo menos uma vez em cada país que visitar – acho que isso faz parte do meu crescimento pessoal e do meu investimento em cultura internacional. Foi lá que tomei café, aliás! Mas voltando à comida típica... Foi no almoço, na verdade! Resolvi seguir mais uma sugestão de Dominika e comer a cesnaková polieva v bachníku. É uma sopa de alho com condimentos que vem dentro de um pão! Olha que apresentação linda!!!



E tava uma delícia mesmo, mas fiquei com aquele bafinho dos deeeeuses! Se o Conde Drácula encontrasse comigo na rua, ele ia implorar por misericórdia. Nessa hora, fiquei super feliz por estar viajando sozinha, porque nenhum sujeito é tão ruim que mereça conversar com alguém depois de uma sopa de alho!

Bem, e assim eu encerrei minha passagem pela Eslováquia. E no caminho pro trem, tive uma ideia... Em viagens anteriores, sempre que aconteciam aquelas coisinhas que eu tinha certeza que ficariam guardadas na memória. Por isso não me preocupava muito em escrever... Infelizmente eu estava errada: muitas delas eu já esqueci. Eu sou do tipo de gente que pensa que o que é importante mesmo a gente lembra – com ou seu registro. Mas também acho que, no futuro, vou gostar muito de desenterrar minhas historinhas de bolso. Então lá vão algumas que eu já acumulei nesses 6 dias:

***

Olho grande, bolso pequeno
Logo no meu primeiro dia, estava toda animada pra comer alguma coisa bem típica da República Tcheca. Alma de gordinho é assim: pensa logo em comida! Fiquei toda animada ao ver o preço do halušky, que é uma mistura de batat, bacon, queijo e repolho. O cara que serviu colocou uma porção enorme, e eu pensei em quão grande era a minha sorte de ter encontrado comida típica por um preço tão pequeno. Na hora de pagar, quase pedi pra devolver: o preço informado na placa era por 100g, e não pela porção inteira! Paguei quatro vezes mais do que esperava. Bem que dizem que gula tem seu preço!

Acerto de contas
Em uma das tardes em Praga, no caminho de volta pro albergue, vi um atropelamento! Uma van estava andando de ré e acabou atingindo um cara semi-bêbado que estava passando sem atenção. Ele deu com a cara na traseira da van e caiu. O motorista imediatamente parou e saiu do carro. Pensei imediatamente: lá vem barraco. Depois de se olharem por uns segundos, o atropelado deu um tapão no peito do motorista. Eu já estava preparada pro UFC! Em resposta, o motorista deu um tapão de volta no peito deles, e os dois sorriram. Acho que é com essa gentileza que se acertam as contas na República Tcheca...

Torre de Babel
Eu tenho um problema em desconectar-me de idiomas. Sempre que saio de um lugar cuja língua eu falou ou conheço minimamente, eu acabo absorvendo as palavras chaves e levando até o próximo destino. Ao chegar em Praga, eu sempre pedia com licença ou agradecia em francês, porque eu tinha acabado de sair da parte francófana da Suíça. Até aí tudo bem, porque eu de fato falo um cadinho de francês. O pior mesmo foi em Bratislava, quando eu cumprimentava dizendo Hallo e agradecia dizendo Danke. Agora me fala, cérebro querido: de onde você tirou que eu sei falar alemão???

Na camaradagem
Quem não gosta de, ao estar viajando, ser abordado com simpatia por pessoas locais? No meu caso, foi um bêbado em Viena, pedindo um pouco da minha batata frita do Mc Donald's. Não sou muito fã de dividir comida, mas não vi como dizer não, e entreguei a caixinha inteira. Logo depois chegaram outros três amigos dele (também bêbados), e um deles sentou do meu lado. Claro que não entendia uma palavra do que ele dizia, mas percebi que ele estava se desculpando pelo comportamento lamentável do seu amigo. Me limitei a sorrir e balançar a cabeça, tentando comunicar que não tinha problema. Em resposta à minha “simpatia”, o que tinha recebido as batatas estendeu o punho fechado na minha direção pra eu tocar, tipo um bate aqui. Por que não?!

Politicamente correta
Em muitos países da Europa (e todos onde já fui, com exceção do Reino Unido), o transporte público funciona meio que na confiança. Existem máquinas nos pontos e estações para as pessoas comprarem seus tickets antes de entrarem no transporte. Entrar sem pagar é muito fácil, mas um grande risco também – já que de vez em quando aparecem agentes que checam os bilhetes, e estar sem significa multa alta e até cadeia. Em 3 meses morando na Suíça (onde o sistema funciona assim) e vários passeios por outros países, eu nunca tinha visto um agente. Na saída de Viena, eu estava super atrasada e meu ticket tinha expirado há uns poucos minutos. Considerei simplesmente correr o risco e entrar no metrô com aquele mesmo. Mas resolvi arriscar perder meu trem pra fazer a coisa certa. Quando finalmente peguei o metrô, quem entra logo atrás de mim? Um agente, é claro, verificando os tickets de todo mundo. Meu coração gelou e eu quase disse um “uuuuuufa” em voz alta!

Saudade do linguarudo
Hoje, 10 de maio, eu chorei de saudade pela primeira vez. Acordei pensando muito no meu irmão e não resisti: apesar de serem apenas 5 da manhã no Brasil, tive que ligar pra falar com ele. Pra minha sorte mamãe atendeu e o acordou, e eu não consegui evitar um chororô no meio da praça enquanto falava com ele. Quando desliguei o telefone, comecei a pensar no porquê dessa coisa tão repentina, se até ontem tava tudo bem. Daí lembrei do sonho que tive na noite anterior: estávamos eu e Filipe no portão de casa, e ele convidou dois sujeitos bem esquisitos pra entrarem. Depois de uma longa conversa – e eles até pareciam ser nossos amiguinhos! - um deles disse: “Me passa o celular”. Meu irmão, num golpe de gênio, respondeu: “Ah, não! O Galaxy S3 da minha irmã não!”. E o bandido, obviamente: “Ah, tem um S3? É esse mesmo que eu quero!”. E lá se foram os dois levando o meu celular, e me deixando com uma vontade de acabar com a raça do meu irmão! Kkkkkkkk... Que bom que de manhã eu substituí a raiva por saudade. Te amo, Fil!

Boate de banheiro
Essa coisa de saudade do meu irmão me deixou bem pra baixo de manhã, mas o Mc Donald's me salvou novamente! E olha que dessa vez eu nem comi! Entrei só pra ir ao banheiro, e quando cheguei lá, tava tocando uma música eletrônica nas alturas! Trancada na minha cabine, comecei a sentir o humor mudar e dancei horrores naquele cubículo, tendo o vaso sanitário como minha única companhia. Foi a menor e mais legal pista de dança da minha vida!!!

***


E por enquanto é só, gente...
Amanhã volto aqui pra falar sobre Budapeste! To super animada pra conhecer a cidade \o/

Beijão